Está circulando um áudio no Whatsapp dizendo que sábado passado a liberdade religiosa nos EUA acabou. Mas é justo o contrário: houve vitória parcial para a liberdade religiosa. O senado conseguiu pôr um entrave à derrubada da Emenda Johnson, que separa igreja e estado.

Antes disso, em novembro, a câmara dos deputados (nome nos EUA é Casa dos Representantes) foi na onda de Trump e aprovou puxar o tapete da emenda Johnson. Isso dentro do pacote da reforma tributária, pois a emenda prevê que a ONGs que não pagam impostos, não podem se intrometer na política.

Mas o senado americano reescreveu tudo e eliminou o banimento da emenda Johnson; neste sábado (para se exato, logo após a meia-noite de sexta) aprovou do novo documento. A votação foi raspando: 51 a 49. Todos os democratas foram contra a alteração do senado, mas não foi suficiente para barrar a decisão, pois a maioria é dos republicanos, ufa!

Segundo a Nonprofit Quarterly, revista trimestral das ONGs americanas, que é contra a eliminação da emenda Johnson, o cenário mais provável é que as duas medidas que se diferem terão que ser reconciliadas antes que vá para a Casa Branca para aprovação final de Trump.

A versão da câmara dos deputados pode ser encontrada aqui https://www.congress.gov/115/bills/hr1/BILLS-115hr1eh.pdf O senado reescreveu-o completamente e pode ser encontrado aqui https://assets.bwbx.io/documents/users/iqjWHBFdfxIU/rXqXuQfYbRas/v0 O nome é o mesmo (H-1), mas é um documento bem diferente.

A emenda Johnson proíbe o envolvimento de ONGs e igrejas na política, expressando apoio ou oposição a qualquer candidato político. Isso é bom, pois materializa a separação entre igreja e estado. Mas Trump declarou que vai “destruir totalmente” esta proibição, alegando que inibe a liberdade de expressão. Um dos grupos que o influenciou foram os radialistas evangélicos.

Na cosmovisão bíblica a emenda é algo positivo, pois a separação de igreja estado é o principal pilar da liberdade religiosa. Além disso a emenda Johnson previne que uma denominação entre no pântano do envolvimento político, e que a igreja se divida entre si. Jesus disse: “meu reino não é deste mundo” (João 18:35).

Nomeada pelo senador americano Lyndon Johnson (democrata do Texas), a emenda foi adotada pelo senado como parte da reforma tributária de 1954. Ela acrescentou a cláusula em itálico no final da definição de organizações sem fins lucrativos (nos EUA, 501c3) da IRS (serviço de receita dos EUA):   Corporações, e qualquer corpo comunitário, fundo ou fundação, organizada e operada exclusivamente para propósitos religiosos, caritativos, científicos, de testes para segurança pública, literários, ou educacionais, ou de incentivo a competições nacionais ou internacionais de esporte amador (mas somente se nenhuma das atividades envolver a provisão de facilidades atléticas ou equipamentos), ou para a prevenção de violência infantil ou animal, dos quais nenhuma parte do lucro vai para o benefício de qualquer acionário privado ou indivíduo, da qual nenhuma parte substancial das atividades veicula propaganda ou de outra maneira tenta influenciar a legislação (exceto que tenha recebido providência de outra forma na subseção (h)), e que não participa em, ou intervém em (incluindo a publicação de distribuição de declarações) em qualquer campanha política em favor (ou contra) qualquer candidato a cargo público. 

Se a emenda Johnson cair por terra, religiosos poderão apoiar mais a política, e em contrapartida a política vestirá mais a camisa religiosa. Assim estará mais aplainado o caminho para uma legislação dominical. Diz a profetiza Ellen G. White: “Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram os seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal terá tornado obrigatório pela autoridade mancomunada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que só terminará em ruína nacional.” Eventos Finais 134.3

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