Muitos querem saber por que desenvolvemos as más propensões e Cristo não, Ele que veio com natureza caída (ST 6.1.1881 par 16), pecaminosa (MS 181.3) e tinha natureza humana idêntica à nossa (T2 508.2). Apesar de ter a propensões herdadas (Carta 303, 1903) não teve as cultivadas (Carta a Baker).

Temos que admitir que temos pouca informação sobre o período do nascimento até a idade da responsabilidade de Jesus. Porquanto, quaisquer conclusões devem apenas permanecer no terreno das tentativas.

Uma sugestão é que a capacidade de discernir entre o certo e o errado estava presente desde cedo no menino Jesus e foi exercitada no sentido de evitar que as propensões pecaminosas aflorassem.

Outra proposta é que Cristo não planejara ser um exemplo à humanidade como criança. Consequentemente, os eventos ocorridos durante Sua infância não são relevantes às questões envolvidas no grande conflito.

A solução que me parece mais favorável é que por causa do nascimento sobrenatural de Cristo mediante o Espírito Santo, Ele nasceu como nós quando renascidos. Porque o poder do Espírito Santo dirigia sua vida desde o nascimento, Ele não desenvolveu padrões de hábitos pecaminosos ou propensões que nós desenvolvemos desde o nascimento. Repare a seguinte citação de Ellen G. White:

“Cristo uniu a Sua natureza divina com a humanidade para nos mostrar que Deus deseja uma união mais íntima com Ele.” Materiais 1888 280.1 A combinação divina-humana é um protótipo da mente do cristão (1Co 2:16) de Cristo é um protótipo da nossa.

Parte do artigo foi retirado de “Face a Face com o Verdadeiro Evangelho” de Dennis Priebe, livro do IAGE.

Agora faz sentido a citação “A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que liga nossa alma a Cristo, e por meio de Cristo, a Deus. Isso deve constituir nosso estudo.” ME1 244.1

Quero arrematar com a seguinte citação de EGW: “Cristo venceu a cada tentação do inimigo, porque nEle a divindade e humanidade estavam combinados…A pergunta que devemos fazer à nossa alma é: ‘Sou eu um particupante da natureza divina, representado por ter sido nascido de novo?'” Signs of the Times 26 de setembro de 1892, parágrafo 4 {ST September 26, 1892, par.4} Ênfase acrescentada.