A versão final da nova lei tributária americana, apresentada pelo senado há alguns dias, mantém a emenda Johnson. Defensores da liberdade religiosa podem respirar aliviados.

A Revista Time entitula: Presidente Trump perdeu uma batalha para envolver igrejas mais na política Já a manchete na Washington Post diz: Em vitória raspando dos democratas, a lei tributária final não incluirá provisão permitindo igrejas apoiarem candidato político.

A medida teria efeitos drásticos, pois quem quisesse apoiar um candidato, iria preferir doar seu dinheiro a uma ONG sem fins lucrativos, para poupar impostos. Então as igrejas teriam muito dinheiro doado para política, e virtualmente seriam obrigados a se posicionarem politicamente e mostrar bandeira. Segundo o último parágrafo do artigo da Washington Post, um dos motivos porque preferiram deixar a emenda Johnson como está, é que o governo iria perder 2 bilhões de dólares em impostos com isso.

Uma entrevistada na Fox News disse que a emenda Johnson previne que haja briga dentro de sua própria ONG, já que ela é contra Trump, e o vice-presidente a favor.

A lei tributária ainda terá que ser aprovada pelo plenário das duas câmaras, o que deve acontecer nesta semana, mas o senado tendo retirado a cláusula da emenda Johnson, o assunto já não está mais em pauta. A CNN diz: "na última noite foi eliminado outro assunto republicano não tão essencial, mas pelo menos um tanto cobiçado - a rejeição da emenda Johnson."

Mas não nos embalemos no sono laodiceano, pois quando disserem paz e segurança (e liberdade religiosa), virá repentina destruição.