Tradução do Estudo: Caroline Formighieri. Abaixo ele está em forma de vídeo.

1. DUAS DEFINIÇÕES DE PECADO

2. RESULTADO DO PECADO x PENALIDADE DO PECADO

3. PECADO COMO ESCOLHA

4. E O PECADO ORIGINAL?

5. O VERBO SE FEZ CARNE

6. CRISTO TOMOU NOSSA NATUREZA

7. SEM HÁBITOS PECAMINOSOS

8. COMO JESUS FOI TENTADO?

9. NOS DECLARA JUSTOS

10. A EXPERIÊNCIA DA JUSTIFICAÇÃO

11. DECLARADOS SANTOS

12. A EXPERIÊNCIA DA SANTIFICAÇÃO

13. A PERFEIÇÃO É REALMENTE POSSÍVEL?

14. VITÓRIA SOBRE O PECADO

15. A ÚLTIMA GERAÇÃO

16. POR QUE ISSO É TÃO IMPORTANTE?

 

JUSTIÇA PELA FÉ ou O Verdadeiro Evangelho

INTRODUÇÃO

A salvação é um tema simples. Pelo menos deveria ser. Mas a realidade é que ao longo de dois mil anos, diferentes versões do evangelho se desenvolveram dentro do Cristianismo. Infelizmente, porque algumas dessas versões foram promovidas por figuras importantes da história cristã, versões falsas do evangelho ganharam posição e credibilidade, e confusão tem sido o resultado inevitável.

O objetivo deste curso é estudar os elementos básicos do evangelho diretamente da Bíblia. A esperança é que através deste estudo, o processo de salvação volte a ser novamente claro e simples para o sincero estudante da Bíblia.

O estudo de doutrinas e profecias é uma área fascinante e produtiva, e nunca deve ser negligenciada por alguém que está tentando aprender a vontade de Deus para sua vida. Mas subjacente a todas as doutrinas da Bíblia está o assunto de como Deus salva um pecador da culpa e da condenação e prepara esse pecador para a vida eterna em um mundo novo, onde o pecado nunca mais se levantará. Não deveríamos ficar adivinhando como o processo de salvação funciona. Não podemos ousar aceitar a palavra de um ser humano sobre esse assunto da salvação, não importa quão influente ou estudada essa pessoa possa ser. Devemos absolutamente saber por nós mesmos o que a Bíblia realmente ensina sobre a salvação.

A melhor introdução bíblica a este curso é encontrada em Romanos 1:16. “Pois eu não me envergonho do evangelho de Cristo, porque é o poder de Deus para salvação para todo aquele que crê.” O objetivo desse curso bíblico é trazer esse texto a seu pleno significado e poder. Mais do que qualquer outro assunto, devemos desejar entender esse texto claramente.

Este curso será dividido em quatro seções, cada uma abordando um aspecto separado do processo de salvação. As lições e assuntos são as seguintes:

Lições 1-4 – O que é pecado?
Lições 5-8 – Como Cristo viveu?
Lições 9-12 – O que é justificação e santificação? Lições 13-16 – O que é a perfeição bíblica?

Ao estudar essas lições, peça ao Espírito Santo que guie sua mente antes de abrir a Palavra de Deus. Somente Aquele que inspirou a Palavra pode trazer seu verdadeiro significado às nossas mentes.

Lição 1

DUAS DEFINIÇÕES DE PECADO

Antes de começarmos o estudo da Bíblia, temos que apresentar algumas questões básicas que orientarão todos os estudos que estão por vir. A questão central em qualquer estudo do evangelho é a pergunta simples: o que é pecado?

O que Jesus veio fazer?

“E lhe chamarás JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mateus 1:21

(A) _____ Jesus tornou-se um bom professor.
(B) _____ Jesus veio salvar a humanidade perdida.

É o pecado que faz com que estejamos perdidos, e o evangelho são as boas novas de como Deus nos salva do pecado.

Agora, muitos de nós assumimos que sabemos o que é pecado, mas como é tipicamente verdadeiro na maioria dos casos que achamos alguma coisa sem examinar cuidadosamente, nossas suposições podem ser simplesmente não comprovadas e precisam ser repensadas com mais atenção.

Nesse ponto, nos parecemos um pouco com um paciente que marca uma consulta médica. A coisa mais importante que o médico pode fazer por esse paciente é dar ele ou ela um diagnóstico correto do que está errado. Se o diagnóstico estiver errado, o remédio prescrito não funcionará e pode até piorar as coisas. Mas se o diagnóstico estiver correto, o remédio tem uma boa chance de sucesso.

É exatamente o mesmo no estudo sobre salvação. Se o diagnóstico do pecado estiver correto, então o remédio do evangelho para o pecado resolverá o problema, e podemos ter garantia de salvação. Por outro lado, se nossa definição de pecado não é bíblica e com base em informações erradas, é provável que nosso evangelho seja igualmente não-bíblico e baseado em séculos de tradição cristã em vez da Palavra de Deus.

A questão crucial é: Qual é a natureza do pecado pela qual o homem é considerado culpado, tão culpado que ele deve morrer no fogo do inferno a menos que seja resgatado pela graça de Deus? Devemos ser precisos ao definir a natureza desse pecado, para que possamos saber exatamente do que o evangelho nos resgata. Do que devemos ser perdoados? O que deve ser curado para escapar da morte eterna?

Qual é o problema mais sério da humanidade?

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”Romanos 3:23

(A) _____ Nosso problema é a pobreza.
(B) _____ Nosso problema é a falta de estudo. (C) _____ Nosso problema é o pecado.

A verdadeira questão é: Como é que todos nós pecamos? O que nos levou a ficar sem a Glória de Deus? A resposta que dermos a essas perguntas afetarão todas as outras decisões que fizermos sobre como somos salvos.

Sabemos que Adão escolheu o pecado voluntariamente. Sabemos que ele se tornou culpado por causa de sua escolha. Mas e nós? Somos culpados por causa do pecado de Adão; por que nascemos como descendentes dele? Somos culpados porque herdamos dele uma natureza caída? Ou somos culpados porque escolhemos repetir o pecado de Adão?

A essa pergunta, duas respostas básicas foram dadas na história cristã. Vamos classificá-las como definição A e definição B.

Definição A – Nossa condenação diante de Deus é o resultado de algo chamado “pecado original.” Pecado original não significa a escolha de Adão para pecar, mas significa o estado em que nascemos por causa do pecado de Adão. Por causa do pecado de Adão, nascemos pecadores. Alguns dizem que somos culpados ou condenados porque herdamos o pecado de Adão. Alguns dizem que somos culpados ou condenados porque nascemos como filhos e filhas de Adão, que era o cabeça da raça humana. Alguns dizem que somos culpados ou condenados porque nascemos num estado de separação. Nascemos separados de Deus, e essa separação é a nossa culpa. Alguns dizem que não somos culpados por nenhuma dessas coisas, mas que nascemos condenados por fazermos parte de uma raça caída.

Mas o denominador comum em todas essas visões é que somos culpados ou condenados porque nascemos na família humana. Nossa condenação está baseada em nosso nascimento em um mundo caído com uma natureza caída. Nascemos perdidos por causa de nossa herança de natureza caída. Mesmo que possamos escolher fazer muitas coisas erradas em nossas vidas, somos pecadores perdidos principalmente por causa de nosso nascimento, antes que qualquer escolha ocorra. O pecado existe em nós antes da escolha ou mesmo antes de haver conhecimento (entendimento). O pecado existe em nós antes que possamos entender algo sobre certo e errado. O pecado reside dentro de nós por causa de nosso nascimento em uma raça caída.

Pergunta para reflexão: Qual é a solução aceita para esse problema?

Essa definição de pecado é a razão pela qual alguns cristãos acreditam na necessidade de batismo infantil. Se estamos perdidos já no nascimento por causa de nossa natureza decaída, seria extremamente importante que fôssemos batizados imediatamente para lavar nosso pecado.

Definição B – Esta outra definição diz tudo o que a definição anterior diz, exceto por uma coisa diferente. Essa definição diz que quando Adão pecou, algo mudou na natureza de Adão, mudando sua natureza que era perfeita e obediente, numa natureza distorcida e egoísta, centrada em si mesma. Todos nós herdamos essa natureza decaída de Adão, o que significa que é mais natural fazer o que é errado do que fazer o que é certo. A única diferença entre essa definição e a definição anterior de pecado é que nós não herdamos a culpa ou condenação. Herdamos tudo o que Adão poderia haver transmitido a seus filhos, mas não nascemos pecadores condenados. Nos tornamos pecadores diante de Deus,

perdidos e condenados, quando escolhemos pessoalmente nos rebelar contra a vontade revelada de Deus.

Pergunta para reflexão: O batismo infantil seria necessário nessa última definição?

Estas são as duas definições clássicas de pecado no cristianismo. Dependendo de qual definição escolhemos crer, as questões da justificação pela fé serão entendidas também de forma diferente. O que acreditamos sobre justificação, santificação e perfeição será diferente também, dependendo da decisão que tomarmos sobre a natureza do pecado.

A definição A chega até nós com credenciais impressionantes. Foi desenvolvida muito cedo na história cristã. A partir do século IV, essa definição tem sido a crença ortodoxa aceita entre a maioria dos cristãos. Essa era até a crença aceita durante a Reforma Protestante do século XVI. Inevitavelmente, essa crença tornou-se a visão dominante da maioria das igrejas hoje. Mas como é verdade com todos crenças aceitas, devemos fazer a pergunta: Essa crença é baseada nas Escrituras ou em tradição? Muitos ensinamentos que foram aceitos no cristianismo moderno não são baseados nas Escrituras, mas em tradições antigas. Nossa pergunta deve sempre ser, o que Deus diz?

Por mais estranho que possa parecer, dois evangelhos diferentes são construídos sobre essas duas diferentes definições de pecado. Um evangelho tenta resolver o problema de nascer um perdido pecador e viver em um constante estado de pecado, enquanto outro evangelho lida com o problema da vontade rebelde e das escolhas negativas. Um evangelho está preocupado coma natureza que herdamos, enquanto outro evangelho se concentra no caráter que Deus quer desenvolver em nós.

Se quisermos estar certos de que estamos acreditando e vivendo o verdadeiro evangelho bíblico, então devemos ter muito cuidado para aprender com a Bíblia o que realmente é pecado, e baseado em que somos considerados pecadores condenados aos olhos de Deus. Agora estamos prontos para abrir a Bíblia e aprender o que ela nos diz.

Lição 2

RESULTADO DO PECADO x PENALIDADE DO PECADO

Antes que possamos entender o que realmente é o pecado em nossa experiência pessoal, precisamos parar para analisar o que aconteceu quando Adão e Eva pecaram no começo da história deste mundo. O que Deus fez nessa emergência, quando todos os planos de Deus para a raça humana foram alterados pelas escolhas de Seus primeiros seres criados?

Qual foi a penalidade pelo pecado deles?

“Da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás disto: porque no dia em que tu comeres, certamente morrerás.”Gênesis 2:17

(A) _____ Eles sofreriam dor.

(B) _____ Eles viveriam vidas longas.

(C) _____ Morte imediata.

Este é um verso intrigante, porque sabemos que Adão e Eva não morreram imediatamente. Deus foi muito claro que a morte imediata seria a penalidade por sua desobediência.

Por que Adão e Eva não morreram imediatamente?

“… o Cordeiro morto desde a fundação do mundo.”Apocalipse 13: 8

(A) _____ Deus esqueceu o que havia dito.
(B) _____ A morte de Jesus salvou o homem da morte imediata. (C) _____ Deus mudou de idéia sobre a penalidade do pecado.

Adão e Eva não morreram no dia em que pecaram porque o Substituto foi apresentado entre a pena de morte e Adão naquele mesmo dia. Jesus Cristo tomou o lugar de Adão, e pessoalmente pagou a penalidade pelo pecado de Adão morrendo Cruz.

Há um notável vislumbre sobre o que aconteceu no Jardim do Éden nos seguintes comentários: “Por que a pena de morte não foi imediatamente aplicada em seu caso? Porque um resgate foi encontrado. O Filho unigênito de Deus se ofereceu para tomar o pecado do homem sobre si mesmo, e fazer expiação pela raça caída.No mesmo instante em que o homem aceitou as tentações de Satanás, fez as mesmas coisas que Deus disse que não deveria fazer, Cristo, o Filho de Deus, ficou entre os vivos e os mortos, dizendo: ‘Deixe o castigo cair sobre Mim. Eu ficarei no lugar do homem. Ele terá outra chance ‘… Assim que houve pecado, houve um Salvador… Assim que Adão pecou, o Filho de Deus se apresentou como garantia para a raça humana, com tanto poder para evitar a desgraça pronunciada sobre o culpado quanto quando Ele morreu na cruz do Calvário.” S.D.A. Bible Commentary, vol. 1, pp.1082-1085.

O que aprendemos é que a morte expiatória de Jesus afetou diretamente Adão e Eva e toda a raça humana. Jesus pagou a penalidade pelo pecado de Adão, exatamente como especificado em Gênesis 2:17. Ao fazer isso, Jesus deu a Adão e Eva e ao ser humano uma nova chance para que pudessem tomar decisões diferentes sobre obediência e

desobediência. O sofrimento e a morte posterior experimentados por Adão e todos nós foi o resultado do pecado, e não a penalidade do pecado. A penalidade foi paga por Jesus Cristo. Adão logo ofereceu um sacrifício de cordeiro, mostrando que ele entendia que a pena de morte foi paga. Mas o resultado do pecado (a maldição do pecado) tem feito parte da existência humana até hoje.

Toda morte significa culpa?

“E, NAQUELE mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Pensais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Ou aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” Lucas 13: 1-5

(A) _____ Eles morreram por causa de seus pecados pessoais.
(B) _____ Eles morreram porque eram piores que todos os outros.
(C) _____ Eles morreram porque viviam em um mundo amaldiçoado pelo pecado.

Aqui vemos que a morte não foi o resultado direto de seus pecados pessoais. Eles não eram mais culpados do que outros. A morte que eles morreram não foi a penalidade do pecado, mas o resultado do pecado, que afetou todos os que viveram nesta terra.

O sofrimento significa culpa?

“E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.” João 9: 1-3

(A) _____ O homem era cego por causa de um mundo amaldiçoado pelo pecado. (B) _____ O homem era cego por causa do pecado de seus pais.
(C) _____ O homem era cego porque pecou antes de seu nascimento.

Jesus está dizendo que a cegueira não é a penalidade do pecado, mas é o resultado da maldição repousando pesadamente sobre a terra e a raça humana. Existe uma clara distinção entre a penalidade do pecado e o resultado do pecado.

Quando podemos ter vida eterna?

“Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” João 5: 24,25.

Temos vida eterna quando ______________ em Jesus.

Observe que temos vida eterna quando cremos, o que pode ser hoje. No entanto, mesmo para aqueles que acreditam hoje e têm vida eterna, eles ainda vão morrer e precisarão ser ressuscitados dentre os mortos na segunda vinda de Cristo. Aqui temos uma clara distinção entre a primeira morte, que Jesus chamou de sono, e a segunda morte, da qual não há ressurreição. A primeira morte é o resultado de um pecado que permeia esta terra, enquanto a segunda morte é a penalidade pelo pecado. Enquanto nós não podemos escapar dos resultados do pecado, podemos escapar da penalidade pelo pecado crendo em Deus. Isso significa que podemos possuir a vida eterna, mesmo quando devemos morrer a primeira morte. Assim, a primeira morte (e todo sofrimento) não pode ser a penalidade pelo pecado. Simplificando, a vida eterna significa que não passaremos pela segunda morte, que é a penalidade pelo pecado. Para um estudo mais aprofundado, leia 1 João 5:12,13.

Conclusão: Isso significa que devemos dividir a idéia básica do pecado em duas partes separadas – mal e culpa. O mal inclui todas as coisas que inerentemente resultam do pecado, que inclui sofrimento e morte. A culpa inclui condenação e a segunda morte. Portanto, temos duas consequências diferentes do pecado de Adão. Temos a maldição – os resultados inerentes do pecado – que seres humanos, animais e toda a natureza experimentam e que leva à primeira morte. Também temos a culpa, que apenas os seres humanos experimentam e que leva à segunda morte.

Agora, note que a expiação de Cristo cobre essas duas consequências do pecado, porém de formas diferentes. A expiação deve lidar com a culpa, perdoando-a; já com os resultados do mal, a expiação lida recriando e restaurando o que a maldição do pecado fez. Complementando, o perdão pode ser nosso hoje, enquanto a recriação deve esperar até o segundo advento. O perdão não é necessário para os resultados do pecado, mas apenas para a culpa do pecado.

Assim, os termos perdão, justificação, justiça, santificação, salvação, e o evangelho se aplicam particularmente à culpa e penalidade do pecado. Existe uma diferença fundamental entre o resultado do pecado e a penalidade do pecado. Nós não somos culpados, condenados ou perdidos por termos nascido em um mundo pecaminoso. Sim, sofremos com os muitos resultados do pecado de Adão, incluindo defeitos físicos e uma natureza decaída. Mas este não é o pecado pelo qual somos culpados ou condenados. O pecado pelo qual estaremos perdidos eternamente vem de outra coisa, que será o assunto de nosso próximo estudo.

É por isso que ao mesmo tempo que não há culpa aplicada a um gato que tortura um rato até a morte, consideramos um ser humano culpado por torturar alguém. O gato está simplesmente seguindo seus instintos – sua natureza decaída – sem nenhum conhecimento do certo e do errado, enquanto os seres humanos podem ser considerados culpados por causa de uma escolha consciente de fazer o que é errado. Todos os animais e seres humanos sofrem por causa dos resultados do pecado, mas eles não são condenados automaticamente por causa desses resultados. A culpa se aplica apenas à moral responsabilidade pelas escolhas feitas. A culpa exige conhecimento prévio e intencional rebelião.

Lição 3

PECADO COMO ESCOLHA

É realmente verdade que a culpa é o resultado da escolha pessoal e não o resultado do nosso nascimento como filhos de Adão? A Bíblia ensina mesmo que pecado, culpa, e condenação vem da escolha, e não do fato de termos nascido na família humana assolada pelos resultados herdados do pecado?

Como sabemos o que é o pecado?

“…Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. …Porquanto sem a lei [estava] morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.” Romanos 7: 7-9

(A) _____ Sabemos o que é pecado, porque o sentimos.

(B) _____ Sabemos o que é pecado, porque a lei nos diz o que é.

(C) _____ Sabemos o que é pecado, porque nascemos pecadores.

É o conhecimento da lei de Deus que nos torna pecadores aos olhos de Deus. Nós pecamos quando sabemos qual é a vontade de Deus e escolhemos não obedecer.

Por que os judeus dos dias de Cristo pecaram?

“Se eu não tivesse vindo, nem lhes houvesse falado, não teriam pecado, mas agora não têm desculpa do seu pecado. Se eu entre eles não tivesse feito tais obras, quais nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora, eles viram e me odiaram a mim e a meu Pai.” João 15:22,24

Foi quando a luz (Jesus) veio a eles que puderam ser considerados culpados de pecado. Por causa do conhecimento de Jesus e do que Ele havia feito, que foram considerados responsáveis pela maneira com que O trataram.

Quando os fariseus foram culpados de pecado?

“Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece.”João 9:41

(A) ____ Os fariseus eram pecadores desde o nascimento. (B) ____ Os fariseus eram justos.
(C) ____ Os fariseus cometeram pecado ao rejeitar a luz.

Jesus está dizendo ao povo de Seus dias que o pecado não é considerado culpa quando não há nenhuma oportunidade de conhecer o que é a verdade. Os fariseus certamente nasceram com a mesma natureza caída com que nós nascemos, mas isso não fez deles automaticamente pecadores. O que Jesus está fazendo aqui, é tornando o pecado e a culpa dependentes e intimamente ligados ao conhecimento e compreensão. O que transforma o mal e os pecados da ignorância em pecado pessoal e culpa é luz disponível e compreendida.

Quando entendemos a vontade de Deus e optamos por desobedecer, somos pecadores culpados aos olhos de Deus.

Quando então, podemos dizer que pecamos?

“Portanto, ao que sabe fazer o bem, e não o faz, para ele é pecado. “Tiago 4:17

(A) _____ Quando conhecemos a vontade de Deus, podemos pecar.

(B) _____ Mesmo que não conheçamos a vontade de Deus, ainda podemos pecar.

(C) _____ O pecado não tem nada a ver com conhecimento.

Observe novamente que conhecimento e pecado estão intimamente ligados. Se não sabemos o que é certo, o conceito de pecado é inexistente.

Qual é a diferença entre tentação e pecado?

“Mas todo homem é tentado, quando é atraído e seduzido por sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” Tiago 1: 14,15

(A) _____ Pecamos quando somos atraídos.
(B) _____ Pecamos quando somos seduzidos.
(C) _____ Pecamos quando a concupiscência concebe.

A definição A (pecado como natureza) diz que é pecado nossa natureza porque somos atraídos e seduzidos a pecar por causa dela, enquanto a Definição B (pecado como escolha) coloca o pecado na escolha de ceder à atração e sedução. Ser seduzido e atraído por causa da natureza caída é tentação, não pecado.

Uma ilustração muito clara e simples deste texto é a seguinte: “O pecado da maledicência começa com a alimentação de maus pensamentos. …Um pensamento impuro tolerado, um desejo pecaminoso acariciado, e a pessoa é contaminada e sua integridade comprometida. …É preciso primeiro obter seu próprio consentimento; a pessoa tem de propor-se a praticar o ato pecaminoso, antes de a paixão poder dominar a razão, ou a iniquidade triunfar sobre a consciência.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 177

Não é o pensamento impuro ou o desejo profano em si mesmos que nos tornam pecadores. Estes fazem parte de nossa natureza decaída que herdamos e não podemos fazer nada para impedir. É o tolerar e acariciar a essas tendências da natureza caída que constituem pecado.

Outra afirmação é igualmente clara. “Se houvesse luz a respeito e essa luz fosse rejeitada, então haveria condenação e o desagrado divino, mas, antes que a luz venha não há pecado, pois não existe luz rejeitada.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 1,p. 116. “Existem pensamentos e sentimentos sugeridos e despertados por Satanás que incomodam até o melhor dos homens; mas se não forem acariciados, se forem repelidos como odiosos, a alma não é contaminada pela culpa e nenhuma outra alma é contaminada por sua influência.” Review and Herald, 27 de março de 1888.

Note que até os melhores homens terão pensamentos e sentimentos maus sugeridos por satanás. Mas não somos pecadores porque temos esses pensamentos e sentimentos como resultado de herdar uma natureza caída. Só somos contaminados pela culpa quando escolhemos apreciar, nos demorar sobre esses pensamentos.

De que pecado somos responsáveis?

“A alma que pecar, morrerá. O filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho.” Ezequiel 18:20

(A) _____ Somos culpados pelos pecados de nossos pais. (B) _____ Somos culpados pelos pecados de nossos filhos. (C) _____ Somos culpados por nossos próprios pecados. Como Deus lida com os pecados da ignorância?

“Mas Deus, tendo fechado os olhos para os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam.” Atos 17:30

Todos nós participamos de coisas erradas quando não sabíamos que elas eram erradas. Todos nós violamos a lei de Deus por ignorância. Deus, em Sua grande misericórdia, não nos considera culpados por isso. Ele não precisa nos perdoar por esses pecados da ignorância, mas Ele escolhe fechar os olhos ou não levar em conta, porque nossos corações não estavam em rebelião contra Ele.

Conclusão: O conceito de pecado, culpa e condenação se aplica a escolher a rebelião contra Deus, assim como no Jardim do Éden. Deus não nos faz responsáveis por termos herdado equipamentos ruins. Ele está interessado no estado de nossa mente e atitude, não nos defeitos de nossa natureza. O pecado está sempre relacionado a rebelião e escolhas, não a herança e equipamento.

Existem dois conceitos que não funcionam bem juntos – inevitabilidade e responsabilidade. Se o pecado é inevitável – por herdar uma natureza decaída – então eu não sou responsável por isso. É culpa e problema de outra pessoa. No entanto, se o pecado é minha própria escolha, então eu sou o único responsável e devo lidar diretamente com ele, ao invés de culpar alguém.

O pecado e a culpa residem apenas dentro das faculdades superiores da mente responsáveis por escolher o mal, não na natureza inferior que sofre os efeitos da lei natural e faz parte do ciclo de pecado da terra. O pecado, em sua raiz, é o amor próprio. Assim, o pecado é sempre determinado por nossos motivos, na escolha de nos colocarmos em primeiro lugar. O pecado é a escolha de separar-se de Deus colocando a si mesmo em primeiro lugar. O pecado é a escolha de valorizar o mal. O pecado é a escolha de permanecer ignorante à vontade de Deus. O pecado é a escolha de sermos descuidados de nossas habilidades e responsabilidades.

Lição 4

E O PECADO ORIGINAL?

Se a Bíblia não ensina que somos pecadores por natureza, condenados e perdidos por termos nascido em um mundo de pecado, por que o pecado original se tornou a crença predominante entre a maioria dos cristãos protestantes e católicos? É verdade que assim como acontece com a maioria dos erros doutrinários, existem alguns textos que parecem apoiar a doutrina do pecado original. Esta lição examinará esses textos, para ver se eles realmente ensinam que nascemos condenados e perdidos.

O que significa “em pecado”?

“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” Salmo 51: 5

Este texto diz que nascemos condenados e perdidos? __________

Observe que Davi não diz que ele era um pecador desde o nascimento. Existem algumas versões da Bíblia que trazem a palavra ‘pecador’, mas essa é uma interpretação teológica, e não a correta tradução. Onde mais Davi poderia ter nascido, exceto em iniquidade e pecado? Sua mãe e pai eram pecadores, e ele nasceu com dor por causa do pecado de Adão e Eva. Davi nasceu em um mundo pecaminoso e de pais pecadores. Se acontecesse de uma criança nascer em uma família de ladrões, onde o roubo fosse praticado e ensinado pelos pais, ele nasceria em roubo, mas isso por si só faria dele um ladrão? Da mesma forma, nascer em pecado não constitui automaticamente um pecador perdido e condenado. Isso significa que desde o nascimento as circunstâncias desse alguém são extremamente indesejáveis, e é mais provável que alguém acabe pecador.

Somos “filhos da ira”?

“… e éramos por natureza filhos da ira.” Efésios 2:3

Este texto diz que nascemos condenados e perdidos? _________

Este texto diz claramente que nossa natureza decaída nos leva a merecer nada menos que ira. Nosso equipamento não é justo, e a única resposta justa à essa natureza é destruição. O que herdamos de Adão definitivamente não é nada bom. Precisamos buscar um pouco mais por uma solução nas Escrituras.

Nascemos condenados?

“Pois assim como por uma só ofensa [veio o juízo] sobre todos os homens para condenação.” Romanos 5:18

Este texto parece dizer que todos os homens estão condenados? _________

Este texto afirma de maneira inequívoca que todos os homens são condenados por causa do pecado de Adão. É exatamente isso que o texto diz. Mais uma vez, precisamos pesquisar as Escrituras um pouco mais.

Existem alguns textos bastante únicos no Novo Testamento que falam sobre a obra de Cristo por toda a raça humana. Esses a seguir são alguns deles.

Cristo morreu por todos os homens?

“Se um morreu por todos, logo todos morreram.” 2 Coríntios 5:14

(A) _______ Cristo morreu apenas pelos justos.

(B) _______ Cristo morreu por todos.

Num sentido muito importante e especial, a morte de Cristo afetou todos os seres humanos. Isso inclui Adão e Eva, Caim e Hitler. De certa forma, todos morreram por causa da expiação de Cristo.

Que outros textos dizem coisas semelhantes?

“… que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos que creem.” 1 Timóteo 4:10

“E ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não apenas pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.” 1 João 2: 2

“Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo, não lhes imputando seus pecados.” 2 Coríntios 5:19

A obra redentora de Cristo inclui não apenas os pecados daqueles que se arrependeram e creram em Cristo, mas o que Ele fez foi algo que abrangeu todos os pecados que já foram cometidos no mundo todo. O trabalho da expiação foi um trabalho de reconciliação – removeu as barreiras que eram impedimentos à comunhão e ao amor. Em outras palavras, não havia obstáculos da parte de Deus à restauração do homem à unidade e harmonia edênicas. Agora, a única barreira seria da parte do homem, se ele se recusasse a aceitar o que Cristo havia feito por ele.

O que todos os seres humanos recebem de Cristo?

“Pois assim como por uma só ofensa [veio o juízo] sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça [veio a graça] sobre todos os homens para justificação de vida.” Romanos 5:18

Agora vamos voltar ao texto que fala mais claramente do dano que Adão fez à raça humana, mas desta vez devemos ler tudo sobre o versículo. Quantos foram condenados por causa do pecado de Adão? Todos os homens. E aqueles que nunca ouviram falar de Adão e que nunca ouviram falar do registro bíblico da criação e da queda? Eles ainda nascem sob condenação? Todos os homens –a raça humana – foram legalmente destruídas pelo pecado de Adão. Independentemente do conhecimento ou escolha, todo ser humano estava condenado pela rebelião de Adão.

Mas essa é a história toda? É exatamente num verso específico que podemos ver o cenário todo. Não somente todos os homens foram afetados pelo pecado de Adão, mas todos foram afetados pela vida e morte de Cristo. Os mesmos “todos os homens” que foram condenados pelo pecado de Adão foram libertos da condenação pela justiça de Cristo. Simplificando, o

que Adão fez com a raça humana, Cristo desfez na mesma raça humana. Mas e aqueles que nunca ouviram falar de Cristo e do registro bíblico da expiação? Eles ainda recebem o presente gratuito? Todos os homens – a raça humana – foram legalmente reconciliados com Deus através da vida e morte de Cristo. Independentemente do conhecimento ou escolha, todo ser humano foi reconciliado pela expiação de Cristo.

A palavra “justificação” neste versículo tem o significado de “absolvição”, sendo a pessoa inocentada das acusações. Em Romanos 5 toda a humanidade é absolvida da justa acusação de rebelião que havia sido feita contra toda raça humano. Em outras palavras, a raça – e todos os indivíduos da raça – não estão mais sob condenação. A condenação corporativa através de Adão é cancelada por meio da absolvição corporativa através de Cristo. Por causa do pecado de Adão, sofremos sob muitas das maldições do pecado, uma das quais é termos herdado uma natureza decaída, mas isso por si só não constitui separação, condenação ou perdição.

Conclusão: Agora sim, somos capazes de enxergar o cenário todo. Se é verdade que somos todos condenados por Adão, é infinitamente mais importante ressaltar que todos nós somos libertos dessa condenação por meio de Cristo. Se a primeira parte é verdadeira, então a gloriosa verdade é que a segunda parte é igualmente verdadeira. Assim como Adão condenou todos os homens, Jesus libertou todos os homens da condenação, ambos sem envolvimento pessoal ou escolha, e ambos no mesmo instante de tempo. Todos os seres humanos receberam uma segunda chance para que pudessem decidir o que fazer com o dom da salvação pessoal, aceitar ou rejeitar.

Alguns acreditam que os textos sobre o primeiro Adão são suficientes para provar que todos nascemos sob condenação por causa do pecado de Adão. Mas apenas essas declarações não são suficientes para provar essa crença. Para provar que é verdade que nascemos como pecadores perdidos, precisaríamos de um texto que dissesse claramente que estamos condenados por causa do pecado de Adão. Sem uma afirmação assim, não há suporte algum para crermos que nascemos pecadores perdidos.

A realidade prática de tudo isso é que ao mesmo tempo em que nascemos em um mundo pecaminoso com uma natureza caída, não nascemos pecadores perdidos. Mais tarde nos tornamos pecadores perdidos voluntariamente escolhendo pecar quando sabemos a diferença entre certo e errado. Infelizmente, todo um sistema evangélico é baseado na falsa crença de que nascemos pecadores. Esse falso evangelho muda os ensinamentos bíblicos sobre justificação, santificação e nossa presente garantia de salvação.

Através de um diagnóstico correto do que realmente é o pecado, estamos livres para estudar a Bíblia ainda mais para entender como a salvação realmente funciona. O evangelho está cheio de boas novas do começo ao fim. Bom estudo!

Lição 5

O VERBO SE FEZ CARNE

Pergunta: Por que devemos estudar nos nossos dias o assunto de Cristo ter vindo ao mundo como um ser humano? Resposta: Porque praticamente tudo o que precisamos saber sobre salvação e justificação pela fé podem ser aprendidas por um estudo cuidadoso da vida de Cristo. A maioria dos mal-entendidos sobre como uma pessoa é salva podem ser facilmente esclarecidos estudando como Cristo veio ao nosso mundo, como Ele viveu em seu dia-a- dia, e como Ele enfrentou as tentações de Satanás.

Portanto, estudaremos o assunto mais importante do mundo nas próximas quatro lições. Que tipo de homem era Jesus? Que natureza Ele tomou? Em quais aspectos Ele era como nós, e em quais aspectos era diferente? Podemos realmente viver como Ele, ou isso é completamente impossível?

De onde surgiu Jesus?

“Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.” Filipenses 2: 6

(A) ______ Jesus apenas se parecia com Deus. (B) ______ Jesus era totalmente Deus.
(C) ______ Jesus era um anjo.

A primeira coisa que devemos entender sobre Jesus é que Ele não começou a vida como um bebê em Belém. Este texto nos diz que Jesus não precisou buscar a igualdade com Deus, como Lúcifer tentou fazer. Para Lúcifer foi roubo, mas para Jesus, era dEle por direito. João 1:1 nos diz que “o Verbo era Deus”. Se Jesus não tivesse sido plenamente Deus, Seu sacrifício no Calvário não teria mais valor do que a morte de um mártir. Ele não poderia ter salvado ninguém da condenação e da morte.

O que Jesus se tornou?

“Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” Filipenses2: 7

(A) ______ Jesus parecia apenas um ser humano. (B) ______ Jesus era um ser humano real.
(C) ______ Jesus se tornou um anjo.

A segunda coisa que devemos entender sobre Jesus é que Ele se tornou um verdadeiro ser humano. Ele não apenas veio ao nosso mundo, mas se tornou um homem que podia experimentar a vida exatamente como todos nós a experimentamos. A palavra grega original para a frase “fez-se de nenhuma reputação” significa realmente “esvaziou-se”. Para se tornar homem, Jesus teve de esvaziar-se de certas qualidades divinas que Ele havia exercido livremente em Sua existência anterior como Deus.

O que Jesus deixou para trás?

“Eu de mim mesmo nada posso fazer.” João 5:30

(A) ______ Jesus usou todos os seus poderes como Deus. (B) ______ Jesus usou alguns de seus poderes como Deus. (C) ______ Jesus não podia fazer nada sozinho.

A coisa mais surpreendente que aprendemos sobre a Encarnação é que Jesus deixou de lado Sua onipotência quando se tornou homem. Se Jesus realmente iria viver como um homem e agir como homem, Ele não poderia agir como um Deus todo-poderoso. Ele deveria viver e agir da única forma que é possível aos seres humanos normais viverem. Tudo quanto Ele fez na terra, Ele fez da mesma maneira que todos nós fazemos. Uma vez que não temos poderes especiais sobre a natureza e a própria vida, Ele renunciou a Seus poderes para experimentar a vida como nós.

Como Jesus fez Seus milagres?

“O Pai, que está em mim, é quem faz as obras … Aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço; e as fará maiores do que estas.” João 14: 10-12

(A) ______ Jesus realizou milagres pelo poder do Pai. (B) ______ Jesus não realizou nenhum milagre.
(C) ______ Não podemos fazer o que Jesus fez.

Esta é uma das declarações mais surpreendentes da Bíblia. Primeiro, Jesus nos diz que as obras que Ele realizou não foram realizadas por Seu próprio poder ou habilidade. Ele dependia do Pai por Seu poder, assim como podemos fazer. Jesus voluntariamente suspendeu o exercício de Seu próprio poder para que Ele pudesse nos mostrar o poder que está ao alcance de todos os seres humanos. Segundo, Jesus nos diz que se acreditarmos nEle, podemos fazer as mesmas obras que Ele fez – e ainda mais! A prova dessa promessa pode ser vista nos muitos milagres realizados por seres humanos normais em todo o registro bíblico. Moisés, Eliseu, Pedro e Paulo não tinham mais poder que qualquer outro ser humano, mas Deus realizou milagres notáveis através eles.

Jesus se lembrou de Sua existência anterior?

“E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” Lucas 2:52

Verdadeiro __ Falso __ Jesus sabia todas as coisas quando bebê.

Para crescer em sabedoria, a pessoa precisa ter falta de sabedoria e precisa aprender. Portanto, Jesus, como homem, não poderia ter sido onisciente, sabendo todas as coisas, ou o aprender teria sido impossível. “As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe. …Ele obteve conhecimento como o podemos fazer. … Aquele que fizera todas as coisas, estudou as lições que Sua própria mão escrevera na Terra e no mar e no céu.” O Desejado de Todas as Nações, p. 70.

Por nenhum ser humano ter memória de qualquer existência anterior, Jesus veio viver da mesma maneira, sem conhecimento do passado. Gradualmente, ele aprendeu mais sobre Deus e salvação. Gradualmente, tornou-se consciente de quem era e qual era Sua missão. Se Jesus tivesse conhecimento de Sua existência anterior em que confiar nos momentos de tentação, então Sua vida diária e forma de lidar com problemas humanos teria sido totalmente diferente da nossa situação.

Jesus sabia o futuro?

“Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, mas o Pai.” Marcos 13:32

Quem só conhece o futuro? _______________

Neste texto, Jesus está falando de Sua segunda vinda. Enquanto Ele estava na terra, Ele não sabia quando voltaria, porque o Pai não tinha revelado isso a Ele. Durante sua vida na terra, Jesus não conheceu o futuro, exceto quando o Pai lhe revelou o futuro. Mais uma vez, já que nenhum de nós sabe o que o futuro reserva, Jesus passou a viver nas mesmas condições e conhecimento em que todos devemos viver.

O que mais Jesus deixou para trás?

“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de [uma] terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não [havia boa] aparência [nele,] para que o desejássemos.” Isaías53: 2

(A) ______ Jesus era especialmente bonito.
(B) ______ Jesus cresceu em um lindo lugar.
(C) ______ A aparência de Jesus era como outros seres humanos.

Jesus teve que deixar para trás a majestosa glória que era dEle como o Criador, para que seres humanos pudessem subsistir diante de Sua presença. Quando as pessoas olhavam para Ele, não viam fisicamente nada incomum. Se eles quisessem segui-Lo, teria que ser por causa de Seus ensinamentos, não por Sua aparência.

Conclusão: Em resumo, Jesus deixou de lado vários aspectos de Sua divindade. Ele escolheu não usar os aspectos de Sua divindade que O fazem distinguível como sendo Deus. Ele viveria como homem entre homens. Foi o homem Jesus que tomou decisões e conheceu os problemas da vida. Esse é o tremendo risco da Encarnação.

Embora seja correto dizer que Jesus não deixou de ser Deus quando se tornou homem, Jesus deixou de lado os atributos pelos quais Ele exercia as funções como Deus, para que Ele pudesse viver como um homem. É nesse ponto que a maravilha da Encarnação confunde nossa compreensão e humilha nosso orgulho. Enquanto estamos sempre buscando ser mais do que somos, Jesus deixou de lado a maior parte daquilo que Ele é, para assumir nossa forma. Jesus realmente “se esvaziou”, para que pudesse ser como você! Ele experimentou sua fraqueza e inabilidades naturais. O grande Criador tornou-se um ser humano limitado, tendo que depender totalmente de Seu Pai para tudo que Ele fosse fazer.

Que presente tremendo Deus nos deu em Jesus! Será que podemos responder a este presente dando a Ele nossas fraquezas e inabilidades? Ele está tão disposto a nos dar poder e conhecimento quanto Seu Pai estava disposto a dar esses presentes a Seu Filho.

O grande presente de Jesus para nós o inspira a entregar seu coração a Ele?

Lição 6

CRISTO TOMOU NOSSA NATUREZA

Muito debate se concentrou em se Jesus adotou nossa natureza decaída ou a natureza de Adão antes da queda. Mesmo que isso possa parecer um ponto sem importância, realmente tem implicações tremendas para o tipo de vida que podemos viver dia a dia.

Que tipo de ser humano era Jesus? Que tipo de herança Jesus recebeu de Maria? Ele estava isento das leis da hereditariedade a que nós estamos sujeitos ao nascer? Sua natureza O levou ao pecado como a nossa?

Que carne Jesus tomou?

“Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne.” Romanos 8:3

Verdadeiro __ Falso __ Jesus veio em semelhança de carne pecaminosa.

A primeira coisa a entender é que a palavra “carne” neste texto e em muitos outras referências do Novo Testamento, significa natureza caída como a conhecemos na nossa própria natureza. Refere-se ao equipamento básico que todos herdamos como resultado do pecado de Adão. Carne pecaminosa neste versículo significa a natureza caída que todos compartilhamos a partir do nosso nascimento.

Mas o que significa quando lemos que Cristo veio “à semelhança da carne do pecado”? O que significa “semelhança”? Isso significa “real” ou “semelhante a”?

Jesus foi feito semelhante a que?

“…tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” Filipenses 2:7

(A) ______ Jesus foi feito à semelhança de anjos.
(B) ______ Jesus foi feito à semelhança de príncipes.
(C) ______ Jesus foi feito à semelhança de homens normais.

A mesma palavra grega para “semelhança” é usada nesses dois versículos (Romanos 8:3 e Filipenses 2:7). Pergunta: Jesus foi feito semelhante aos seres humanos ou Ele se tornou um ser humano real? Creio que todos concordaríamos que quando Jesus desceu a esta terra, Ele se tornou um homem de verdade. Mas não precisamos confiar em nosso senso comum ou deduções. Vejamos na Palavra de Deus.

Como Jesus veio à terra?

“Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo [o] espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o [espírito] do anticristo, do qual [já] ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo.”1 João 4:2,3

(A) _____ Aqueles que acreditam que Jesus veio em carne estão errados.

(B) _____ O espírito do anticristo diz que Jesus veio em carne.

(C) _____ Aqueles que são de Deus dizem que Jesus veio em carne.

Lembre-se de que carne no Novo Testamento significa nossa natureza decaída. Aqui existem evidências conclusivas de que Jesus não era apenas um humano real de carne e osso, mas que Ele realmente tomou nossa carne. Em Filipenses 2:7, lemos que Jesus tomou a semelhança do homem. Claramente, isso significa que Jesus se tornou um ser humano de verdade, real. Aqui “semelhança” significa “de verdade”. Em Romanos 8:3, lemos que Ele veio “em semelhança da carne pecaminosa.” Jesus parecia que tinha carne pecaminosa, ou Ele realmente teve carne pecaminosa?

O Testamento Grego dos Expositores comenta este versículo: “Mas a ênfase … está na semelhança de Cristo conosco, não na sua dessemelhança; … o que ele (Paulo) quer dizer com isso é que Deus enviou Seu Filho naquela natureza que em nós se identifica com o pecado.” (Vol. 2, pp.645.646) Parece que, se quisermos interpretar a semelhança em Filipenses 2:7 como nossa natureza humana de verdade, devemos interpretar a semelhança em Romanos 8:3 como carne pecaminosa de verdade.

O que Jesus realmente herdou?

“E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas.” Hebreus 2:14

Verdadeiro __ Falso __ Jesus não herdou nossa carne e sangue.

Jesus de fato tomou a mesma carne e sangue que recebemos em nosso nascimento. Esse debate sobre a natureza de Cristo poderia ser facilmente resolvido com algumas questões básicas. Jesus nasceu com a mesma “carne” com a qual nascemos? Será que a Bíblia ensina que Ele foi isento de nossa “carne” de alguma forma especial para que pudesse ter uma natureza perfeitamente sem pecado?

Quão semelhante a nós era Jesus?

“Porque, na verdade, ele não tomou sobre Si a natureza dos anjos, mas tomou sobre Si a semente de Abraão. Por isso convinha que em tudo fosse feito semelhante aos irmãos.” Hebreus 2:16,17 (KJV)

(A) ______ Jesus tomou a natureza dos anjos. (B) ______ Jesus tomou a natureza de Adão. (C) ______ Jesus tomou a semente de Abraão.

Se Jesus nasceu na semente de Abraão, então apenas temos que fazer a pergunta: Que natureza toda a semente (descendentes) de Abraão receberam? Claramente todos eles receberam a natureza caída como um direito de nascença. Observe também que o texto diz que Jesus foi feito como seus irmãos (nós) em todas as coisas.

Outra referência inspirada apoia esta conclusão. “Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia

sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com tal hereditariedade para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida sem pecado.” O Desejado de Todas as Nações, p. 49. (Ênfase fornecida)

Quais são os resultados da lei da hereditariedade em nós? Qual natureza os antepassados de Jesus herdaram? A resposta para essas perguntas é óbvia demais. A única conclusão possível é que Jesus veio com a mesma hereditariedade que Davi e Abraão possuíam.

Conclusão: Não há evidências inspiradas de que Jesus tenha herdado apenas os resultados físicos da queda, como fome, fraqueza, sede e mortalidade, mas que Ele não herdou traços disposicionais. Essas áreas não podem ser separadas. E se a lei da hereditariedade estava em operação, ela operou de forma total. Se recebemos traços de caráter de nossos pais, então Jesus recebeu traços de caráter de Sua mãe, pois ela era uma mãe totalmente humana. Se não partilhamos da crença de que ela foi concebida de forma imaculada (imaculada conceição), então devemos acreditar que ela teve a mesma natureza caída que todos os seres humanos possuem, e que ela passou essa natureza para o Filho. Não há evidências inspiradas que sugiram que a cadeia da hereditariedade foi quebrada entre Maria e Jesus.

A única razão pela qual essa clara evidência bíblica é negada é porque muitos cristãos acreditam que ter uma natureza caída é a mesma coisa de ser um pecador condenado. Portanto, eles dizem que teria sido impossível Jesus ter recebido a natureza caída de Maria, porque isso teria feito dele um pecador também, e Ele não poderia ter sido nosso Salvador sem pecado. Essa é a razão da doutrina da conceição imaculada de Maria – proteger Jesus de qualquer mancha de pecado. É por isso que muitos cristãos falam sobre Cristo ser “isento” das leis normais da hereditariedade. A dificuldade aqui é a questão sobre a natureza do pecado (lições 1-4). É por isso que começamos esta série de lições sobre justificação pela fé estudando o pecado. Se não entendemos a definição bíblica de pecado, não podemos entender também a Encarnação de Cristo, e desenvolveremos um falso evangelho, baseado em falsas premissas sobre o pecado.

Se Cristo não descesse completamente ao nosso nível, Satanás teria gritado a todos os cantos “injusto” imediatamente, e não teria sido realizado nada em favor da justiça para responder as perguntas básicas sobre o plano de salvação. Colocar Jesus acima da nossa natureza, vivendo na natureza perfeita de Adão, é obscurecer a incrível vitória dEle por nós.

Onde está a força de nossas tentações? Certamente dentro da nossa natureza caída. Cristo sabe por experiência o que significa ser tentado por dentro. Podemos nos alegrar por Jesus não ter contornado o horror de nascer em um mundo caído, com pais caídos, com uma natureza caída. De fato, temos um Salvador extremamente próximo a nós. Ele não se colocou numa zona livre da nossa doença, da nossa natureza caída, dando instruções de comunicação a partir de uma grande distância, mas Ele pisou exatamente onde estamos, na nossa zona de batalha ao nosso lado. Ele pega nossa mão e nos leva para fora do tremedal de lama no qual nos encontramos, se não resistirmos. Louvado seja Deus por tamanho Salvador!

Lição 7

SEM HÁBITOS PECAMINOSOS

Por mais importante e reconfortante que seja entender que Jesus tomou nossa natureza caída quando Ele veio ao nosso mundo, há outro aspecto da Encarnação que devemos estudar para entender corretamente como Ele viveu enquanto tomou a forma humana. Jesus realmente era diferente de nós de várias maneiras, e devemos entender essas diferenças se quisermos ter uma imagem equilibrada da Encarnação. Erros modernos no estudo da Encarnação geralmente têm sido os resultados de enfatizar demais tanto as diferenças entre nós e Cristo, bem como as semelhanças entre Ele e nós.

De onde Cristo veio?

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu: … e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9: 6

(A) ______ Jesus começou em Belém.
(B) ______ Jesus é o Pai da eternidade.
(C) ______ Jesus teve um começo em algum momento.

Este texto surpreendente nos diz que é apropriado chamar Jesus de Pai eterno. Embora não possamos entender isso completamente, isso nos diz que Jesus existia por toda a eternidade, assim como o Pai. Essa é a diferença mais significativa entre Jesus e seres humanos.

O que Jesus decidiu antes de nascer?

“Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; …Então disse: Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade.” Hebreus 10: 5,7

(A) ______ Jesus decidiu fazer a vontade de Deus.
(B) ______ Jesus decidiu nascer em um corpo humano. (C) ______ Jesus decidiu ficar no céu.
Duas respostas corretas

Este texto vem do Salmo 40:8, que é uma profecia de Jesus tornando-se parte da família humana. Antes de começar sua vida na terra, Ele escolheu ser obediente ao Pai. A decisão que tomamos quando somos convertidos (ou nascemos de novo), Jesus fez antes de nascer. Portanto, Ele nasceu sob o poder e controle do Espírito Santo. Sua vontade foi entregue a Deus desde o nascimento, enquanto a nossa vontade rende-se a Deus somente no novo nascimento.

Quem Jesus escolheu para sua mãe?

“E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome JESUS.” Lucas 1:31

Verdadeiro ____ Falso ____ Antes de ser concebido, Jesus sabia quem era Sua mãe.

O anjo foi enviado para que Maria soubesse que ela seria a mãe terrena de Jesus. Por esse fato haver acontecido antes de Jesus ser concebido em seu ventre, é óbvio que Jesus fazia parte do processo de planejamento celestial que resultou no nascimento por uma virgem. Jesus teve o privilégio notável de escolher Seus pais terrenos!

Quem tomou o lugar de pai terreno para Jesus?

“E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.” Lucas 1:35

(A) ______ José era o pai de Jesus.
(B) ______ Um anjo era o pai de Jesus.
(C) ______ O Espírito Santo tomou o lugar de pai para Jesus.

Nenhum ser humano jamais teve o Espírito Santo como pai. A verdade do nascimento pela virgem é um dos fatos mais surpreendentes das Escrituras, em que podemos acreditar, embora nunca possamos entender.

Qual foi o resultado dessa concepção milagrosa?

“Por isso, também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” Lucas 1:35

Verdadeiro____ Falso____ Jesus nasceu santo.

Esta é a diferença mais notável entre Jesus e os seres humanos. Nenhum ser humano nasce santo, embora nasçamos inocentes da culpa. Jesus foi santo desde Sua primeira entrada no mundo, e Ele permaneceu santo pelo resto de Sua vida.

Jesus já pecou?

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios5:21

Verdadeiro____ Falso____ Jesus nunca pecou.

Como sabemos que “todos pecaram” (Romanos 3:23), essa é uma outra diferença óbvia entre Jesus e os seres humanos. Desde o nascimento até a morte, Jesus nunca cedeu nenhuma vez sequer às tentações de Satanás ou aos clamores de Sua natureza.

Conclusão: Embora nunca possamos explicar completamente o funcionamento da Encarnação, somos capazes de averiguar alguns fatos básicos. O nascimento de Jesus foi claramente diferente de todos os outros nascimentos neste mundo. Cumprindo os propósitos desse estudo, encontramos que talvez a mais significativa diferença entre Jesus e nós foi que Ele escolheu a obediência a Deus antes de nascer, e assim nasceu sob o poder e controle do Espírito Santo. Para nós, tudo isso não pode acontecer até sermos convertidos e escolhermos entregar nossa vida a Deus.

O resultado prático dessa diferença foi que Cristo quando criança não desenvolveu aqueles hábitos pecaminosos que todos nós desenvolvemos quando crianças. Seu caráter não se inclinou na direção da desobediência e rebelião provenientes dos hábitos pecaminosos desenvolvidos em uma idade muito jovem. Embora Sua natureza fosse a mesma que a nossa natureza, com todo o mesmo potencial de desobediência que existe em nossa natureza, o caráter era puro e santo desde o nascimento. E assim que pôde escolher por Si mesmo, sempre fez a escolha de manter Seu caráter rendido a Deus.

Tudo isso dá a Jesus uma vantagem injusta sobre nós? Na verdade, não. Eu posso ter o mesmo poder e controle do Espírito Santo e a mesma vitória sobre o pecado quando eu optar por entregar minha vida a Deus. Eu posso ter a conexão de Jesus com Deus e Seu caráter pelo processo do novo nascimento. Isso é tudo que Deus me pede. Deus não me pede para viver uma vida sem pecado, desde o nascimento até a morte, como foi requerido de Jesus. O que Deus pede, é para eu crer em Jesus, nascer de novo do Espírito Santo e fazer de Jesus o Senhor da minha vida e de tudo o que eu fizer.

No entanto, se Jesus não herdou a mesma natureza que eu, isso dá a Jesus uma vantagem injusta sobre mim. Não importa que escolhas eu faça, não posso mudar minha natureza decaída. Não importa o quanto me submeta a Deus, não posso ter a natureza sem pecado que Adão tinha. Se a perfeita obediência de Jesus se baseava no fato de que Ele tinha uma natureza não caída, então Ele tinha uma vantagem que eu nunca poderei ter. Se a perfeita obediência é restrita àqueles de natureza não caída, então eu nunca poderei apresentar uma perfeita obediência. Um dos principais argumentos de Satanás era que a lei de Deus era injusta para os seres humanos caídos, porque eles nunca conseguiriam obedecê-la. O único jeito de Jesus refutar essa mentira de Satanás era tomar a natureza caída e obedecer à lei de Deus nessa natureza.

Como resultado de nosso estudo até agora, podemos concluir que, se a obediência de Jesus a Deus foi baseada no controle de Sua vida pelo Espírito Santo, então eu também posso escolher ter esse mesmo controle e poder em minha vida e posso viver uma vida de total obediência a Deus. Posso ter a mesma “vantagem” que Jesus teve!

Lição 8

COMO JESUS FOI TENTADO?

Com base nas três lições anteriores, agora podemos chegar a algumas conclusões práticas. Queremos saber que diferença tudo isso faz para o nosso dia a dia. Sou tentado constantemente, por tentações externas e internas. Como a vida de Jesus me ajuda nessas minhas lutas diárias? Aqui é onde começamos afazer uma conexão entre nosso assunto em geral e a justificação pela fé.

Como Jesus foi tentado?

” Porque não temos um sumo sacerdote que não possa ser tocado pelo sentimento das nossas fraquezas; porém, [um] que, como nós, em todos os pontos foi tentado, mas sem pecado.” Hebreus 4:15 (KJV)

(A) _____ Jesus foi tentado de maneira parecida com a qual somos tentados. (B) _____ Jesus não pecou porque não teve nossas tentações.
(C) _____ Jesus foi tentado da mesma maneira que somos tentados.

Iniciamos este estudo com o texto mais importante sobre esse assunto. Aqui aprendemos que nosso Sumo Sacerdote está muito próximo de nós e é muito solidário com nossas lutas. Ele pôde ser “tocado” por nossas fraquezas, porque Ele lutou com as mesmas fraquezas. Jesus foi tentado em todos os pontos, como somos tentados. Como a maioria das minhas tentações surgem dos impulsos e clamores da minha natureza caída, se Jesus não tomou essa natureza, então Ele teria sido tentado por formas diferentes das quais eu sou tentado, e consequentemente, Ele não poderia ser tentado em todos os pontos em que sou tentado. Ele não poderia ser tentado pelas minhas tentações de egoísmo, orgulho, raiva, desânimo, luxúria, apetite, descuido, rebelião e uma série de outras tentações que surgem da minha natureza caída.

Mas este texto diz que o fato de Jesus viver sem pecado não foi por Ele ter evitado 90% das minhas tentações por não ter tomado uma natureza caída, mas Ele viveu sem pecado, apesar de ser tentado da mesma maneira em que sou tentado. Que tremendo encorajamento essa realidade deve ser para nós que vivemos a vida inteira lutando contra uma natureza que quer nos destruir. Por causa de Cristo ter vindo viver conosco, e ter tomado nossa natureza, podemos ter a gloriosa esperança de que o pecado e fracasso não são resultados inevitáveis por termos nascido em um mundo pecador e com natureza caída.

O que Jesus não fez?

“Não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.” João 5:30

“Porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” João 6:38

“Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.” Lucas 22:42

(A) _____ Jesus não realizou Sua própria vontade.

(B) _____ Jesus fez o que Sua vontade lhe mandou fazer. (C) _____ Jesus fez a vontade de Seu Pai.
Duas respostas corretas

Por que seria necessário Jesus dizer isso se Sua vontade era perfeita e poderia confiar nela implicitamente, visto ser possuidor de uma natureza perfeita? Adão antes da queda não teria que fazer esta oração, porque sua vontade e a vontade de Deus estavam em harmonia perfeita. Não seria de se esperar que Jesus buscasse tanto Sua própria vontade quanto a vontade do Pai, uma vez que, de natureza não caída, seria de se esperar que as vontades coincidissem? Mas encontramos essa surpreendente oração de Cristo repetidas e várias vezes em Seu ministério. Está claro que Jesus viu uma diferença entre Sua vontade e a vontade de Seu Pai. E se Jesus tomou nossa natureza caída, então esta oração é natural e facilmente compreendida. Nossa vontade faz parte de nossa natureza caída e, por si só, nossa vontade nos leva afazer más escolhas. De fato, nossa vontade é provavelmente o maior problema com que temos de lidar diariamente. Quando a vontade é entregue a Deus, nós obedecemos. Quando a vontade não se rende, desobedecemos. É apenas negando nossa própria vontade que podemos ter um relacionamento com Deus. A verdade disso tudo é que devemos fazer essa mesma oração de Cristo todos os dias de nossas vidas.

O texto a seguir pode ser útil nesse momento do estudo. “A vontade humana de Cristo não O teria levado ao deserto da tentação, ao jejum e a ser tentado pelo diabo. Não O teria levado a sofrer humilhação, desprezo, censura, sofrimento e morte. Sua natureza humana encolhia-se de todas essas coisas tão decididamente como a nossa se encolhe diante delas … O que Cristo viveu para fazer? Viveu para fazer a vontade de seu Pai celestial.” Signs of the Times, 29 de outubro de 1894

A vontade de Jesus e Sua natureza, em si mesmas e por si mesmas, não estavam em harmonia com a vontade de Deus. Era o trabalho diário de Cristo negar a vontade e a natureza que Ele herdara de Sua mãe, e viver para fazer a vontade de Seu Pai. A experiência diária de Jesus na justificação pela fé é exatamente a mesma experiência que devemos ter. O elemento-chave da nossa caminhada cristã diária é entregar nossa vontade e desejos a Deus, e substituir nossa vontade caída pela vontade de Deus; em outras palavras, o Santo Espírito controlando nossas vidas. Então tudo o mais na caminhada cristã se ajeita com bastante facilidade. Realmente é fácil obedecer a Deus quando a vontade foi entregue a Ele.

Jesus veio a esta terra para nos mostrar como lidar com nossas fraquezas e tentações, e nossa principal fraqueza é nossa vontade defeituosa. Se Jesus realmente veio para viver em nosso nível, Ele deve viver da maneira que vivemos. Jesus nosso Salvador verdadeiramente experimentou nossos sentimentos, desejos e tentações. Ele sabia como era sentir a tentação de se rebelar contra Deus, e essa tentação surgiu de dentro de sua natureza. Jesus teve que enfrentar a batalha como nós. Ele deve “combater o combate como qualquer filho da humanidade o tem de fazer, com risco de fracasso e ruína eterna.” O Desejado de Todas as Nações, p. 49

Por que Jesus foi tentado dessa maneira?

“Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.” Hebreus 2:18

(A) _____ Jesus foi tentado para satisfazer Satanás. (B) _____ Jesus foi tentado para nos socorrer.
(C) _____ Não sabemos por que Jesus foi tentado.

A palavra “socorrer” significa ajudar, fortalecer e incentivar. Jesus foi até as profundezas da tentação, para nos mostrar uma saída do fracasso e do desespero. Ele veio viver em nosso nível para nos dar esperança. Por causa de Sua vitória sobre Sua natureza e vontade, Ele pode nos ajudar com nossas lutas idênticas.

Qual deve ser a nossa atitude?

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus4:16

(A) _____ Devemos ter medo de nos aproximar de Deus.
(B) _____ Não sabemos se Deus nos ajudará.
(C) _____ Sabemos que podemos encontrar graça e ajuda de Deus.

Por Cristo ser verdadeiramente nosso Irmão mais velho, e ter passado por nossas lutas cotidianas, podemos ter plena confiança de que em Seu nome podemos nos achegar ao próprio trono de Deus, e saber que nossas necessidades serão supridas. Porque Cristo tomou nossa natureza, e foi tentado em todos os pontos como somos, todo o medo se vai, e podemos ter certeza que existem respostas para todos os nossos problemas aparentemente insolúveis.

Conclusão: Jesus venceu pela dependência do poder do seu Pai. Ele não fez uso de Seus próprios poderes ou do poder de uma natureza não caída. “E não exerceu em Seu próprio proveito poder algum que nos não seja livremente facultado.” O Desejado de Todas as Nações, p.12. O poder de uma natureza sem pecado não é oferecido a nós. Para Adão, era natural fazer o certo. Para nós, é natural fazer o que é errado. Se o poder da natureza não caída de Adão estivesse sobre Jesus, esse teria sido um poderoso artifício não facultado (oferecido) livremente a nós.

A vitória de Jesus foi notável, não porque, como Deus, Ele agiu como Deus, mas porque como homem Ele não agiu como qualquer outro homem. Jesus viveu uma vida que Satanás disse que não poderia ser vivida. Ele viveu uma vida que devia ser impossível de viver. Se Jesus viveu uma vida sem pecado em outro nível que não o nosso nível decaído, a pergunta permaneceria: “O que isso prova?”

Se Jesus tivesse vindo com uma natureza perfeita, teria feito uma ponte sobre o abismo entre Deus e homem, mas o abismo entre o homem não caído e o homem caído ainda precisaria ser superado. Se, no entanto, Jesus tomou a nossa natureza caída, então atravessou todo o abismo até o homem caído em sua extrema necessidade de Deus.

Os resultados práticos deste estudo é que agora sabemos como a salvação funciona. Podemos experimentar a justiça pela fé, olhando para Cristo. Ele venceu através da submissão e oração diária. Ele deixou o Espírito Santo controlar Suas decisões diárias. E todo membro da família humana pode acessar o poder de Deus, assim como Jesus fez. Cristo “apoiou-se no trono de Deus, e não existe homem ou mulher que pode não possa ter acesso ao mesmo auxílio, pela fé em Deus. O homem pode tornar-se participante da natureza divina.” Mensagens Escolhidas,Vol. 1, p. 408

Nosso Salvador e Senhor é nosso substituto e nosso exemplo. Ele nos dá tanto a certeza da salvação como o poder de viver acima do pecado. Ele demonstrou que não precisamos mais viver em rebelião. Jesus provou que com Deus o impossível é possível. Por causa de Jesus, nosso futuro é brilhante e cheio de esperança. Pois a partir da vitória de Cristo em nossa natureza caída, o caminho está agora preparado para Deus fazer o impossível em nós. O que é totalmente impossível do ponto de vista humano é simplesmente a oportunidade de Deus para realizar o impossível mais uma vez.

Se realmente queremos saber o que é a justiça pela fé e como ela funciona, tudo que precisamos fazer é nos demorarmos em contemplar a Jesus. É tão fácil permitirmos que a pressão da vida diária obscureça nossa visão dEle. Você vai separar mais tempo para contemplar mais a Jesus?

Lição 9

NOS DECLARA JUSTOS

Somos todos pecadores. Não por nascimento, herança ou azar, mas por nossa própria escolha de fazer as coisas do nosso jeito, em vez do jeito de Deus, o único caminho de felicidade e Paz. Isso significa que todos nós, por mais cultos ou refinados que possamos ser, estamos condenados e perdidos. Somente quando reconhecemos esse fato básico da vida é que temos alguma esperança de algo melhor. Por nossas próprias escolhas, merecemos ser excluídos para sempre da vida que foi originalmente planejada para a raça humana. Somente quando percebermos nossa situação desesperadora é que buscaremos a Deus para que sejamos libertos. Nas próximas quatro lições, vamos explorar a solução de Deus para o nosso problema tão sério. Deus providenciou um escape para esse nosso dilema, e queremos ter certeza de que encontramos Seu remédio, em vez de um remédio de autoria humana, que pode nos fazer sentir bem enquanto prosseguimos em nosso caminho para a destruição; um remédio que pode levar as pessoas para as portas do céu e deixa-las lá do lado de fora.

Quantos pecaram?

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Romanos 3:23

Verdadeiro ______Falso ______ A maioria dos seres humanos pecou.

A Bíblia nos diz de várias maneiras que todo ser humano é pecador, merecendo exatamente a separação de Deus, o que significa destruição. Nenhum de nós pode reivindicar que é bom ou justo, não importa quão moralmente aceitável nossas vidas possam parecer, porque no íntimo de nosso caráter está a raiz do egoísmo, raiz essa que temos alimentado durante nossa vida toda. Vivemos para nós mesmos, o que nos leva à autodestruição, e isso é exatamente o oposto do caminho de Deus, que diz que ninguém vive para si, e traz vida. Nessa terrível realidade, um conforto que temos é que todos nós estamos na mesma situação juntos.

O que devo fazer para ser salvo?

“Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo.” Atos 16:31

(A) _____ Somos salvos ao vivermos uma vida melhor. (B) _____ Somos salvos ao crermos em Jesus.
(C) _____ Somos salvos ao irmos a um padre ou pastor.

Como não temos como resolver nosso problema por conta própria, Deus providenciou uma maneira. Ele planejou Sua solução de forma que fosse simples e clara, para que ninguém fosse excluído da Sua solução por falta de estudos ou riqueza. Todo ser humano, não importa quais sejam as circunstâncias, pode pedir ajuda a Jesus. Se cremos que Jesus viveu e morreu para nos salvar, então demos o primeiro passo para sair dessa situação desesperadora em que todos nós nos encontramos.

Existem muitas maneiras de salvação?

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12

(A) _____ A salvação só é possível através da vida e da morte de Jesus. (B) _____ Existem muitas maneiras de salvação.
(C) _____ Se fizermos o melhor que pudermos, seremos salvos.

A Bíblia é muito exclusiva quando apresenta o caminho da salvação. Diz de diversas maneiras que somente pelo caminho provido por Deus – a vida e a morte de Seu Filho– é que a salvação é possível. Nenhum professor humano, nenhuma filosofia ou religião podem nos salvar. Não importa quantos milhões sigam outro caminho, não há esperança de escape, a menos que sigamos o caminho de Deus. Todas as outras soluções para o problema do pecado são becos sem saída, levando apenas à destruição.

E aqueles que não sabem sobre Jesus?

“Mas Deus, fechando os olhos para os tempos da ignorância, ordena agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam.” Atos 17:30

(A) _____ Aqueles que não sabem sobre Jesus estarão perdidos. (B) _____ Deus não se importa se somos ignorantes.
(C) _____ Deus não nos responsabiliza pelo que não sabemos.

Servimos a um Deus muito misericordioso e justo. Enquanto o único caminho da salvação é a vida e morte de Jesus, Deus não responsabiliza um pecador por sua ignorância, seja por causa de sua idade ou cultura. Ele levará em conta as circunstâncias da vida de uma pessoa, especialmente em relação à luz ou verdade disponível para essa pessoa. Se alguém com entendimento limitado, responde a Deus e O obedece com o entendimento que possui, O sangue expiatório de Jesus cobrirá essa pessoa, desde que haja sincera e completa entrega a Deus.

O que é justificação?

“Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.”Romanos4:6-8

(A) _____ Justificação é perdão.
(B) _____ Justificação é a justiça imputada a nós. (C) _____ Justificação é liberdade para pecar. Duas respostas corretas

A primeira coisa a entender sobre justificação é que Deus perdoa nossos pecados. Como não podemos fazer nada para mudar as escolhas passadas, Deus simplesmente nos perdoa, esquece o que fizemos. Não somos mais pecadores culpados. Este é o aspecto declarativo

da justificação. Ser justificado é ser perdoado, ser absolvido, ser contado justo. Deus me declara perdoado e esquece, sem que eu apresente as obras para ganhar meu perdão.

Como Abraão foi justificado?

“Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.” Romanos 4: 2,3

(A) _____ Abraão pode se orgulhar de sua justificação. (B) _____ Abraão foi justificado por crer em Deus.
(C) _____ Abraão foi considerado justo.
Duas respostas corretas

Fazer boas obras, mesmo as melhores, não fornece nem ganha a justiça. A justificação é um presente da graça de Deus, não é recompensa pois não é por merecimento algum. Quando acreditamos nas promessas de Deus e aceitamos a vida e a morte de Cristo por nós, somos contados justos. Somos justificados ou declarados justos.

Por que somos capazes de ser salvos?

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” Efésios2:4,5

Verdadeiro _____ Falso _____A Salvação é totalmente pela graça de Deus.

A única chance que qualquer um de nós tem para a salvação é o fato de que Deus é amor. Somente por causa de Sua misericórdia e graça para conosco, temos alguma esperança de escapar da destruição. Não importa o que aprendemos sobre justificação e santificação, nós nunca devemos esquecer que a salvação é pela graça, não é recompensa, é totalmente imerecida. Podemos cooperar com a justificação de Deus, mas nunca podemos contribuir para nossa justificação. Nada do que fazemos, nem mesmo nossa fé, pode nos justificar.

Qual é o resultado da justificação?

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5: 1

O grande presente da justificação nos fornece justamente aquilo que nenhuma boa obra ou esforço valentes podem fornecer – paz com Deus. A culpa se foi, o medo se foi, a incerteza se foi. Eles são substituídos por paz e alegria, porque somos considerados justos por causa de Cristo.

“Perdão e justificação são a mesma coisa. Pela fé, o crente passa da posição de rebelde, filho do pecado e de Satanás, para a posição de súdito leal de Cristo Jesus, não por causa de uma bondade inerente, mas porque Cristo o recebe como Seu filho por adoção. … A graça de Cristo é abundante para justificar o pecador sem mérito ou reivindicação de sua parte. A justificação é completa, perdão completo do pecado. No momento em que um pecador

aceita Cristo pela fé, ele é perdoado. A justiça de Cristo é imputada a ele, e ele não deve mais duvidar da graça perdoadora de Deus.” (SDA Bible Commentary, vol. 6, p.1071)

A justificação pela fé é o princípio mais básico do evangelho. É o ponto de partida da salvação. Se não experimentarmos a justificação, não temos esperança de salvação. Justificação é adoção na família de Deus. Deus me declara justo.

Lição 10

A EXPERIÊNCIA DA JUSTIFICAÇÃO

Assim como em todos os aspectos cruciais da salvação, Satanás forneceu uma justificação falsa, uma contrafação, onde a salvação é prometida, mas não entregue. Assim como existiam falsos evangelhos disfarçados de verdadeiros nos dias de Paulo, da mesma forma temos falsos evangelhos hoje prometendo aquilo que não podem cumprir. E multidões de cristãos sinceros compraram a versão de Satanás, porque parece muito bom. Do que se trata essa falsificação popular da verdadeira justificação? Basicamente, é limitar a justificação até somente a lição anterior (9) que já vimos juntos, restringir e limitar a justificação ao fato de Deus nos declarar justos. Em outras palavras, está apresentando o evangelho pela metade. Muitos cristãos acreditam que a justificação se limita a somente em perdoar, esquecer os pecados cometidos e declarar alguém justo. Nesta lição, veremos que há outro aspecto vital da justificação. Sem essa dimensão, a justificação é superficial e insatisfatória.

Qual é o segundo aspecto da justificação?

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” Tito 3: 5-7

(A) _____ Justificação envolve ser regenerado.
(B) _____ A justificação envolver ser renovado.
(C) _____ A justificação é somente ser declarado justo. Duas respostas corretas

Observe atentamente como Deus nos salva. O lavar da regeneração não se refere às águas do batismo, mas se refere ao lavar do coração. Essa é uma experiência do coração – uma transformação completa. Isso acontece na mente. Muda meus valores e minhas atitudes. O Espírito Santo renova minha mente. Não sou mais centrado em mim mesmo; agora sou centrado em Cristo e no próximo. Agora eu tenho a mente de Cristo.

Quando esse lavar da renovação tiver sido realizada por Cristo e pelo Santo Espírito, então estou justificado e salvo. Perceba, há mais na justificação do que ser perdoado por pecados passados. É justificação experimentada na vida interior. É crucial que entendamos que a justificação segue, ou seja, vem depois de ter havido a regeneração e a renovação.

Como Jesus descreveu a salvação?

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” João 3: 3

Verdadeiro _____ Falso _____O novo nascimento acontece depois que somos salvos.

Jesus não usou a palavra justificação com tanta frequência quanto Paulo para descrever a obrada salvação, mas Jesus foi muito claro sobre como somos salvos. Ele disse que o novo

nascimento é um pré-requisito essencial para a salvação. Na sua expressão mais básica, a justificação na experiência é o novo nascimento. O novo nascimento não segue a justificação; é a justificação.

O que significa estar “em Cristo”?

“se alguém [está] em Cristo, nova criatura [é;] as [coisas] velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2Coríntios 5:17

(A) _____ Estar em Cristo é ser declarado novo.
(B) _____ Estar em Cristo é ser declarado novo e feito novo. (C) _____ Estar em Cristo é querer se tornar novo.

Estar em Cristo é estar em salvação ou ser salvo. Quem está “em Cristo” é uma nova criatura, uma nova pessoa. Deus cria uma nova pessoa com novas motivações e desejos. Jesus compara esse processo com o nascer de novo.

O que deve acontecer com o “velho homem”?

“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com [ele] crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.” Romanos 6: 6,7,11

(A) _____ Quando nosso velho homem é crucificado, não pecamos tanto. (B) _____ O velho homem é apenas contado como morto.
(C) _____ O velho homem e o pecado morrem juntos.

O velho homem é, na verdade, nossa velha maneira de viver, na qual o egoísmo e o amor próprio governam a vida. Este velho homem deve morrer e ser substituído pela nova criatura que é produzida por Cristo e pelo Espírito Santo no novo nascimento. Observe que, considerarmos a nós mesmos como mortos, é o mesmo que sermos crucificados de verdade. Ser declarado morto é estar realmente morto. E quando o velho homem está morto, o pecado também está morto junto. Assim como o velho homem e o pecado são sinônimos, a nova criatura e obediência são sinônimos. Assim, justificação e obediência também devem ser uma e a mesma coisa. É por não vermos essa obediência em nós que começamos a duvidar de nossa experiência e nos perguntamos se estamos mesmo justificados. É neste ponto que devemos confiar e contar com a primeira metade da justificação mais uma vez, porque precisamos ser perdoados novamente pelos pecados cometidos.

Como Deus lida com esse problema do pecar?

“MEUS filhinhos, estas [coisas] vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” 1 João 2: 1

(A) _____ O pecado não pode ser perdoado após o novo nascimento. (B) _____ É o propósito de Deus que não pequemos.

(C) _____ Jesus nos perdoará se pecarmos.

Duas respostas corretas

Por causa da grande misericórdia de Deus, Ele continua a nos perdoar se pecarmos após o novo nascimento. Mas nunca devemos pensar que o pecado é necessário ou inevitável depois de termos sido justificados, porque é o plano e o desejo de Deus que não pequemos. Ele realmente quer que estejamos mortos para o pecado e vivos para a obediência. Nunca devemos confundir a misericórdia de Deus com o plano de Deus. Ele faz muitas coisas por nós por causa de Seu amor e misericórdia que na verdade Ele desejaria não ter que continuar a fazer, a saber, perdoar-nos continuamente por continuarmos pecando. O plano de justificação de Deus inclui fazer-nos novas criaturas, o que significa estar morto para o pecado.

Qual é a maneira de Deus alcançar esse objetivo?

“De sorte que haja em vós a mesma mente que [houve] também em Cristo Jesus.” Filipenses 2:5 KJV

Verdadeiro _____ Falso _____ Podemos realmente ter a mente de Cristo.

Por esse texto vemos que existe uma maneira de participar do plano de Deus. Se andarmos diariamente com Cristo, contemplando a Cristo e comungando com Ele, por um milagre do Espírito Santo, vamos realmente pensar como Cristo e tomar decisões como Cristo, e resistir ao pecado como Cristo. O aparentemente impossível torna-se uma realidade! Talvez precisemos gastar mais tempo e energia aprendendo a ter a mente de Cristo todos os dias.

Estudo Adicional: “O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. Não é apenas perdão pelo pecado, mas recuperar do pecado. É o transbordar do amor redentor que transforma o coração. Davi teve a verdadeira concepção de perdão quando orou: ‘Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito reto. Salmo 51:10.” (Thoughts From the Mount of Blessing, p. 114) O perdão de Deus é mais do que declarar; é recuperar, transformar e renovar. É um coração limpo criado dentro de nós. Isso não é santificação, isso faz parte do perdão. A justificação transforma no mesmo instante que declara. O perdão é uma transformação interior.

“Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. …“Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Mensagens Escolhidas, vol. 1,p. 394.1) Estas afirmações não estão de acordo com a atual definição de justificação no mundo cristão. O que lemos juntos nos diz que antes que Deus nos declare justos, Ele nos torna justos. A justificação pela fé é sermos feitos justos. A atual teologia cristã diz que a justificação é ser declarado justo, e o tornar justo vem depois, na santificação. Mas o que estudamos nos diz que justificação é tornar justo interiormente, bem como declarar justos legalmente.

“Aproximando-se o pecador da cruz erguida, e prostrando-se junto à mesma, atraído pelo poder de Cristo, dá-se uma nova criação. É-lhe dado um novo coração. Torna-se uma nova criatura em Cristo Jesus. …Deus mesmo é “justificador daquele que tem fé em Jesus”. Romanos 3:26..” (Parábolas de Jesus, p. 82.3) Justificação é receber um novo coração de

Deus, tornando-se uma nova criatura. Porém, vemos entre nós uma forte tentativa de colocar o poder transformador do Espírito Santo separado da justificação; colocando a transformação totalmente dentro do processo de santificação. Mas o que estamos descobrindo nessas declarações é que transformação e justificação fazem parte do processo justificativo, após isso é que Deus nos declara justos. Justificação é simplesmente outro nome para o novo nascimento, a nova criação, o novo coração.

“Ao receber Sua justiça imputada, através do poder transformador do Espírito Santo, nos tornamos semelhantes a Ele.”(SDA Bible Commentary, vol. 6, p. 1098) Observe que a justiça imputada vem do poder transformador do Espírito Santo. Alguns hoje querem dizer que somos justificados por Cristo e santificados pelo Espírito Santo. Em nenhum lugar a inspiração apoia essa separação do trabalho de Cristo e do Espírito Santo. Ambos estão envolvidos na justificação e santificação. É claro que imputado significa mais do que contabilidade e crédito. “Ser perdoado da forma que Cristo perdoa não é apenas ser perdoado, mas renovado no espírito de nossa mente. O Senhor diz: ‘Um novo coração eu te darei. A imagem de Cristo deve ser estampada na própria mente, coração e alma.” (Review and Herald,19 de agosto de 1890)

Conclusão: Parte da justificação é ser perdoado pelos meus pecados, meus pecados são esquecidos. Parte da justificação é ser transformado na experiência do novo nascimento. A justificação é tanto declarativa quanto experimental. O atual entendimento popular da justificação é que ela consiste apenas de uma parte. O novo nascimento – é considerado parte da santificação. Porém, isso significaria que podemos ser justificados e salvos antes que o novo nascimento aconteça. Isso significa que, mesmo que a experiência do novo nascimento não esteja mudando minha vida de dentro para fora, eu ainda estou justificado e salvo. Essa separação entre declarar-nos justos e fazer-nos justos não é bíblica, e tem contribuído mais do que qualquer outro ensino em incentivar que os cristãos tolerem o pecado em suas vidas, pois acreditam que estão justificados mesmo quando o pecado aberto e não perdoado está ativo em suas vidas.

A realidade é que estamos lidando com dois evangelhos diferentes aqui, ambos competindo pela nossa lealdade. A falsificação do evangelho por Satanás não é menos real e menos destrutiva que sua falsificação do dia de adoração de Deus. Precisamos ter muita certeza de que sabemos por nosso próprio estudo e experiência o que realmente é o evangelho, para que possamos dizer como Paulo: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.” Romanos 1:16.

Lição 11

DECLARADOS SANTOS

Justificação e santificação são termos para descrever duas partes do processo de salvação. É extremamente importante entender a relação que existe entre esses termos e o estado daquele que deseja ser salvo pela morte expiatória de Jesus Cristo. Como é o estado daquele que foi declarado salvo? Qual o papel da santificação no processo de salvação? Dois diferentes evangelhos surgem de duas respostas a essa pergunta. Vamos examinar a evidência inspirada sobre a santificação.

O que significa “santificar”?

“E Deus abençoou o sétimo dia, e o santificou; porque que nele descansou de toda a sua obra que criara.” Gênesis 2:3

(A) _____ Adão santificou o sétimo dia.
(B) _____ Deus santificou o sétimo dia.
(C) _____ Deus abençoa aquilo que Ele santifica. Duas respostas corretas

O significado mais básico da santificação é “separar para um uso santo”. Quando Deus terminou de criar a terra e toda a vida, separou o sétimo dia como um memorial de Seus atos criativos. Deus colocou Sua bênção especial neste dia, porque era para ser separado o tempo todo para a raça humana usar de maneira sagrada.

Quem faz a santificação?

“Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso [é] um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu [sou] o SENHOR, que vos santifica.” Êxodo 31:13

(A) _____ Deus nos santifica.
(B) _____ O homem se santifica.
(C) _____ Deus e o homem juntos fazem a santificação.

O sábado não foi separado apenas como um dia santo, mas era para ser um sinal ou símbolo que assim como Deus santificou o sábado, Ele santifica Seu povo. O povo dele também foi separado para um uso santo. É muito importante observar que no início Deus criou a santificação. Ele santificou o sábado e Ele nos santifica. Atualmente, é popular pensar que enquanto Deus é quem justifica, Deus e o homem juntos fazem a santificação. Devemos entender que no processo de salvação, a obra é de Deus do começo ao fim, tanto na justificação como na santificação. Agora, temos também um papel a desempenhar na resposta à obra de salvação de Deus. Crer, responder, nos render, cooperar. Mas isso tudo são apenas respostas à graça de Deus. Nenhuma dessas respostas ganha ou merece nossa salvação. No máximo, nossas respostas dão a Deus a permissão para fazer Sua obra justificadora e santificadora em nossas vidas.

Qual o papel da santificação no santuário?

“Ungirás também o altar do holocausto, e todos os seus utensílios; e santificarás o altar; e o altar será santíssimo. Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás. E vestirás a Arão as vestes santas, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio.” Êxodo40: 10,11,13

(A) _____ Arão se santificou.
(B) _____ Arão santificou o altar e a pia.
(C) _____ Deus santificou o altar, a pia e Arão.

Quando Deus instituiu o sistema do santuário para Israel, a primeira coisa que Ele fez, antes de quaisquer cerimônias serem realizadas no santuário, foi separar os móveis e o sacerdote para uso sagrado. Antes de qualquer sacrifício pelo pecado ser oferecido naquele santuário, Deus santificou o altar para seu uso santo. E é importante notar que Deus santificou Arão exatamente da mesma maneira que santificou o altar. Foi obra de Deus do começo ao fim. A partir daí, o santuário e os sacerdotes foram separados para uso santo.

Como Deus nos santifica?

“Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.” 1 Coríntios 6:11

(A) _____ A santificação é resultado da justificação.
(B) _____ Jesus faz a justificação, e o Espírito Santo faz a santificação (C) _____ Lavar, santificar e justificar são todos feitos por Deus.

A pessoa que é lavada do pecado, que foi purificada pelo sangue de Jesus, que é justificado e perdoado aos olhos de Deus, também é santificado naquele mesmo ato. Quando somos justificados e lavados, somos separados para um uso santo. Deus olha para nós, não em nossas roupas sujas de pecado, mas agora vestidos com a pura justiça de Cristo. Somos declarados santificados ou separados para santidade. Assim como somos declarados justos ou perdoados por nossos pecados, somos declarados santos. Desta forma, o ladrão na cruz foi justificado e santificado, porque ele havia sido separado para a santidade. Se olharmos de uma forma rápida, podemos chegar apensar que Paulo coloca o lavar e a santificação antes da justificação, talvez para enfatizar o fato de que todos eles realmente fazem parte do processo de salvação.

O que Deus diz sobre aqueles que são perdoados?

” Para lhes abrires os olhos, e das trevas [os] converteres à luz, e [do] poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18

(A) _____ A santificação ocorre por um longo período. (B) _____ A santificação é o resultado de ser salvo. (C) _____ O perdão e a santificação ocorrem juntos.

Quando Jesus falou a Paulo no caminho para Damasco, Ele disse que sua missão seria levar os gentios ao perdão dos pecados e a salvação. Se os gentios passariam de Satanás para Deus, seriam declarados santificados pela fé em Cristo (a mesma fé que os justificaria). Assim como o perdão dos pecados é possível somente pela fé na vida e na morte de Cristo, do mesmo modo a santificação só é possível pela mesma fé em Cristo. Tanto a justificação quanto a santificação são recebidas pela fé, porque ambos são atos de Deus e fluem totalmente da graça de Deus. E é crucial entender que tanto a justificação quanto a santificação são pré-requisitos necessários para a salvação. A Bíblia não ensina que a justificação salva, enquanto a santificação aparece mais tarde como resultado de ser salvo.

Assim como Deus nos declara justificados no momento da conversão, também nos declara santificados no mesmo momento. Somos separados para a santidade e Deus nos vê possuidores do santo caráter de Jesus Cristo. Dessa maneira, podemos ter total garantia da salvação. Quando o coração se rende e veste o manto da justiça de Cristo, temos perfeita paz e segurança enquanto continuamos a crescer em Cristo.

Lição 12

A EXPERIÊNCIA DA SANTIFICAÇÃO

O que estudamos na lição 11 sobre santificação talvez não seja muito familiar para nossa mente. Mas nesta lição, examinaremos o segundo aspecto da santificação que conhecemos melhor. Na maioria das vezes pensamos na santificação como o processo crescente em que andamos com Cristo diariamente depois de termos sido convertidos. Vamos estudar exatamente esse aspecto tão familiar para nós.

Qual é a vontade de Deus para nós?

“FINALMENTE, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais. …Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.” 1Tessalonicenses 4:1,3

(A) _____ A santificação é uma experiência que ocorre uma vez. (B) _____ A santificação é uma experiência crescente.
(C) _____ Paulo não estava interessado em santificação.

Paulo estava profundamente preocupado para que os membros das igrejas que ele havia estabelecido não permanecessem apenas no estágio inicial do cristianismo, mas crescessem e desenvolvessem um caráter cristão forte. Esse é o aspecto da caminhada diária da santificação. A santificação é uma experiência crescente, na qual entendemos mais e mais da vontade de Deus, e nosso caráter cresce correspondentemente.

Como crescemos?

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2 Coríntios 3:18

(A) _____ Crescemos nos esforçando mais.
(B) _____ A mudança é muito difícil.
(C) _____ Tornamo-nos como Jesus ao contemplá-Lo.

Ao passarmos tempo com Deus, vemos cada vez mais Sua glória e nos tornamos mais e mais como Ele em caráter. Nossa vida reflete mais Sua santidade ao passarmos mais tempo em Sua presença. A santificação não é esforçar-se mais e mais para ser justo. É passar um tempo de qualidade com Jesus através do estudo da Bíblia, oração e cuidadosa meditação, para permitir que Jesus nos transforme à Sua semelhança. A santificação é permitir que o Espírito Santo continue assumindo o controle total de nossas vidas e escolhas, para que Ele possa realizar o milagre da vida santa em nós todos os dias. Onde anteriormente nossa vontade egocêntrica fazia escolhas egoístas e pecaminosas, agora nossa vontade faz escolhas altruístas e obedientes.

“Nossa vida pode ser perfeita em cada fase de desenvolvimento; contudo haverá progresso contínuo, se o propósito de Deus se cumprir em nós.” (Parábolas de Jesus, p.27.4) “Santificação é um estado de santidade, exterior e interior, sendo santo e sem reservas pertencendo ao Senhor, não na forma, mas de verdade.” (Nossa Alta Vocação, p. 210.6) É importante notar que não crescemos rumo à santificação, crescemos em santificação. A partir desse estado santificado em que Deus nos coloca na conversão, avançamos continuamente em maturidade. Enquanto não permitirmos que o pecado nos separe de Deus, continuamos a crescer em santidade.

Qual era a experiência diária de Paulo?

“Cada dia morro.” 1 Coríntios 15:31

“A santificação de Paulo era um constante conflito com o eu. Disse ele: “Cada dia morro.” 1 Coríntios 15:31. Sua vontade e seus desejos todo o dia conflitavam com o dever e a vontade de Deus. Em vez de seguir a inclinação, ele cumpria a vontade de Deus, embora desagradável e torturante à sua natureza.” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, p. 299.2) A natureza caída não desaparece na conversão. E a experiência da santificação é exatamente levar essa natureza, com seus desejos e inclinações egoístas, até a morte todos os dias. Talvez seja importante lembrar-nos de que os desejos e inclinações naturais são tentações, não pecados, mesmo embora eles permaneçam conosco desde o nascimento até a morte. Em resumo estar salvo quer dizer – morrer diariamente para nossos desejos e inclinações naturais. Aí sim teremos a garantia da salvação, mesmo que a teologia de tudo isso não seja totalmente entendida. Todos os dias nossa natureza egoísta deve ser crucificada em um novo compromisso com o Senhor. Desobediência e atos egoístas nunca fazem parte da santificação, e eles devem ser rejeitados diariamente, a fim de manter a experiência da santificação.

Como podemos viver a vida santificada?

“Já estou crucificado com Cristo; todavia vivo; ainda não eu, mas Cristo vive em mim: e a vida que vivo agora na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou, e se entregou por mim.” Gálatas 2:20

(A) _____ Santificação é Cristo vivendo em mim.
(B) _____ A santificação é a crucificação da antiga natureza.
(C) _____ Santificação é metade minha obra e metade obra de Cristo. Duas respostas corretas

É absolutamente crítico que entendamos que a santificação não é feita das nossas boas obras ou parcialmente nossas boas obras combinadas com a graça de Deus. Santificação é obra de Deus do começo ao fim. É Sua graça, Seu poder, Sua justiça, tudo transmitido ao discípulo que está disposto. Nossa parte é colocar nossa vontade do lado de Deus e fazer tudo que coopere e permita que Sua graça continue fluindo através de nós.

Qual é o segredo do sucesso?

“Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória.” Colossenses 1:27

Verdadeiro _____ Falso _____Cristo habitando em nós é nossa única esperança de sucesso.

A única maneira de experimentarmos a verdadeira santificação é pedir a Cristo que Ele viva dentro de nós através do Espírito Santo todos os dias de nossas vidas. Isso é chamado de mistério porque pouquíssimas pessoas no mundo, mesmo entre os cristãos, experimentam essa riqueza diariamente. Não podemos explicar como funciona, mas podemos experimentar o que significa, e fará toda a diferença entre vitória e derrota em nossas vidas.

Conclusão: Assim como há duas partes na justificação – somos declarados perdoados e somos transformados – há duas partes na santificação – somos declarados santos e crescemos em santidade. A primeira parte é sermos declarados; a segunda parte é experimentar. É incorreto dizer que justificação é a parte mais importante da salvação porque é quando Deus me declara justo, enquanto a santificação é secundária, porque isso agora é comigo, minha função.

Na justificação, nossa parte é crer em Deus, escolher servi-Lo, render tudo sob Seu controle e confessar nossos pecados. É parte de Deus nos perdoar, considerar-nos justos, para nos purificar das vestes imundas que temos acumulados ao longo dos anos e criar uma nova pessoa com diferentes valores e desejos que aquele “velho homem” possuía.

Na santificação, nossa parte é optar por obedecer aos mandamentos de Deus, entregar nossa natureza caída enfraquecida a Ele diariamente, e realizar, fazer aquilo que o mesmo Deus torna possível fazermos em nossas vidas. É parte de Deus considerar-nos santos, habitar constantemente dentro de nós, capacitar nossa vontade para realizar aquilo que decidimos, escolhemos, e nos dar a capacidade e força para obedecê-Lo em todas as áreas em que Ele requer obediência. O que Deus ordena, Ele sempre capacita. Em resumo a Santificação é somente pela fé, da mesma forma que a justificação, não pela fé mais as obras.

Tornou-se bastante popular dizer que a santificação é um fruto do evangelho. Em outras palavras, que fomos salvos apenas pela justificação, e a santificação é o fruto ou resultado de termos sido salvos. Uma vez que nossa salvação foi realizada “primeiro”, então o processo de santificação continua pelo resto de nossas vidas. Porém, essa crença não está de acordo com 2 Tessalonicenses 2:13: “Por Deus vos ter elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade.” Aqui nem sequer foi mencionado sobre ser salvo pela justificação. Santificação e fé são os dois pré-requisitos para a salvação. Nós somos salvos através da santificação. Quão trágico é que a morte expiatória de Cristo e o trabalho do Espírito Santo tenham sido divididos, de modo que (como alguns afirmam) somos justificados pela obra de Cristo e santificados pela obra do Espírito Santo. A justificação não é de forma alguma, mais essencial que a santificação.

A santificação é uma parte vital do processo de salvação. É um fator causador da salvação, não apenas um resultado da salvação. Se (como alguns afirmam) a santificação é apenas um fruto do evangelho, então não é essencial para a salvação. É bom ter, e virá eventualmente, mas não é necessário para que sejamos salvos. Simplificando, alguns acreditam que a

justificação salva, mas a santificação não. Mas se santificação é uma parte do processo de salvação e não um fruto do processo de salvação, a santidade é essencial para a salvação e para um relacionamento salvador com Deus. Morrer diariamente para si mesmo não é um fruto esperado da salvação; é uma parte necessária da salvação. Não vem apenas mais tarde.

Sem santidade, não veremos a Deus. Santificação é ser declarado santo e ser de fato santo (experimentar). Se não estamos vivendo uma vida santificada, não estamos salvos. Se pensarmos que a santificação é apenas um fruto da salvação é a mesma coisa que dizer que é apenas um acessório. Podemos ser salvos sem ter esse acessório, sem experimentar a santificação de maneira completa. Mas a palavra de Deus nos diz que a santificação é uma parte necessária do processo de salvação. Justificação e santificação estão unidas nesse processo. Separa-los e tornar uma parte mais importante é violentar o evangelho de Cristo.

O falso evangelho de que a santificação vem depois da justificação leva as pessoas a concluírem que algum pecado seja normal, permitido na experiência de quem foi salvo. Mas a bíblia ensina que o pecado nos separa de Deus (Isaías 59: 2). Quando o pecado é acalentado, Satanás assume o controle do coração, e o Espírito de Deus é expulso. Como poderíamos de fato pensar que estamos numa condição de salvos enquanto pecamos? Auto ilusão e racionalização são componentes principais das tentativas de Satanás de nos enganar à uma falsa sensação de segurança. Somente quando nossos pecados são confessados podemos ser aceitos por Deus. Alguns acham que esse é um entendimento muito desanimador do evangelho, pois nos encontramos em pecado com tanta frequência. Estudaremos isso com mais detalhes nas lições finais desse estudo.

Eu recomendaria a seguinte sugestão prática sobre nosso envolvimento pessoal nesse processo de justificação-santificação. “Cumpre-lhe sujeitar sua vontade à vontade de Jesus Cristo; e, quando assim fizer, Deus tomará imediatamente posse, efetuando “em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.” Filipenses 2:13. Toda a sua natureza será então submetida ao domínio do Espírito de Cristo; e os seus próprios pensamentos a Ele estarão sujeitos. Você não pode controlar seus impulsos e suas emoções segundo desejar, mas pode dominar a vontade e realizar uma total mudança em sua vida. Entregando a Cristo o seu querer, sua vida estará escondida nEle em Deus, e aliada ao poder que se acha acima de todos os principados e potestades.” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 514) Mesmo que as distinções teológicas possam parecer difíceis de compreender, nós podemos fazer o seguinte: podemos ceder a vontade a Jesus, podemos permitir que Ele tome plena posse de nossas vidas, podemos permitir que Ele faça a Sua boa obra em nós. Somente assim teremos poder sobre nossa natureza decaída e sobre Satanás. Se tão somente entregarmos a vontade diariamente a Jesus, teremos poder além da explicação, e não teremos que confiar em um falso evangelho para nos dar falsas garantias de salvação. O caminho de Deus é sempre melhor do que o do ser humano. Que o evangelho de Abraão e Jesus e Paulo seja o nosso evangelho hoje. Amém.

Lição 13

A PERFEIÇÃO É REALMENTE POSSÍVEL?

Perfeição é uma palavra problemática. O que essa palavra realmente significa? O que não significa? Alguns acreditam que é espiritualmente prejudicial enfatizar o assunto da perfeição. Mas talvez parte do problema esteja em não definirmos com cuidado nossos termos que usamos. Vamos dar uma olhada de perto neste assunto muito evitado para ver se é tão assustador assim quanto parece. A perfeição tem quatro significados diferentes, que podem ser parte da razão pela qual é incompreendida.

Como Deus é descrito?

“Porque eu sou o Senhor, não mudo.” Malaquias 3: 6

Verdadeiro _____ Falso _____ Deus muda periodicamente.

Somente Deus pode ser descrito dessa maneira. Somente Deus nunca precisa mudar ou ajustar Seu pensamento ou ações baseadas em novas informações. Desde que Deus sabe todas as coisas – passado, presente e futuro – não há possibilidade de que Ele seja surpreendido por novas informações. Nenhum ser criado, incluindo anjos, pode ser descrito dessa maneira, pois todos estão sujeitos a novas informações que mudarão suas ideias e ações. A falta de informação sempre leva a conclusões imprecisas e talvez erradas.

Como Jesus é descrito?

“Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente.” Hebreus 13: 8

Verdadeiro _____ Falso _____ Jesus muda periodicamente.

Visto que Jesus é descrito da mesma maneira que Deus, é claro que Ele compartilha desse atributo único de Deus. Isso é PERFEIÇÃO ABSOLUTA. Isso significa que nunca haverá um erro cometido ou um erro de julgamento com base em informações defeituosas. Às vezes se diz que os seres humanos nunca podem ser absolutamente perfeitos. Isto está correto, porque a perfeição absoluta descreve somente Deus. Não há outro que seja ou possua a perfeição absoluta. Assim, nunca será possível a perfeição absoluta para seres criados – nem para seres humanos e nem para anjos. “A perfeição angelical falhou no céu. A perfeição humana falhou no Éden.” (Nossa Alta Vocação, p. 40.5)

Como o homem foi criado?

“Então Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou …. E viu Deus tudo o que havia feito, e eis que era muito bom.” Gênesis1:27,31

(A) _____ O homem foi criado imperfeito.
(B) _____ O homem precisou de muito desenvolvimento.
(C) _____ O homem foi criado à imagem de Deus – muito bom.

Deus criou Adão e Eva na perfeição completa possível aos seres finitos. Ele fez a humanidade à Sua própria imagem – o mais próximo de Deus possível aos seres criados.

Essa é a PERFEIÇÃO DA NATUREZA. A própria natureza do homem estava em completa harmonia com Deus e o resto da criação. Sua mente e corpo funcionavam perfeitamente unidos. Ele não teve que lutar contra sentimentos e emoções discordantes. Seus impulsos e tendências estavam em equilíbrio e em completo acordo com as leis de Deus. Tudo funcionava corretamente!

O que acontecerá conosco na ressurreição?

“Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se [o corpo] em corrupção; ressuscitará em incorrupção… Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.” 1 Coríntios 15: 42,52,53

(A) _____ Recebemos a imortalidade na ressurreição. (B) _____ Recebemos a imortalidade em um momento. (C) _____ Recebemos imortalidade quando morremos. Duas respostas corretas

Nossa natureza humana corruptível e pecaminosa será mudada por Deus na segunda vinda de Cristo para uma natureza humana perfeita incorruptível. Depois desse tempo não haverá mais estímulos pecaminosos de nossa natureza. Assim a perfeição da natureza, que envolve a remoção da tentação de dentro, ocorrerá apenas na segunda vinda de Cristo. Não podemos experimentar a perfeição da natureza antes disso.

Quanto de nosso coração Deus pede?

“Disse-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”Mateus22:37

Verdadeiro _____ Falso _____ Deus pede todo o nosso coração e mente.

No momento da conversão, quando entregamos nossa vida completamente a Cristo, somos contados perfeitos em Cristo. A única coisa que Deus nos pede no processo de conversão é dar-lhe todo o nosso coração. Ele não aceitará um coração dividido, no qual amamos a Deus e ao mundo igualmente. A única condição que devemos alcançar para sermos salvos é uma rendição total e completa de toda a nossa vida a Deus. Ele não aceitará nada menos que isso. Mesmo que estejamos apenas começando nossa caminhada com Cristo, Ele aceita nossa RENDIÇÃO DE CARÁTER e somos contados perfeitos em Cristo.

Como uma planta revela esse processo?

“Porque a terra produz fruto de si mesma; primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga.” Marcos 4:28

Verdadeiro _____ Falso _____ A erva é tão necessária quanto a fruta madura.

Mesmo que uma planta seja muito imatura quando a primeira folhinha verde aparece acima no solo, não é menos importante que a planta totalmente cultivada. Sem esse primeiro crescimento, nenhuma colheita será possível. A pequena plantinha é perfeita, porque é tudo o que poderia ser esperado dela. Em cada estágio de crescimento, a planta pode ser perfeita, pois cresce até a maturidade. Da mesma forma, quando nosso caráter é totalmente entregue a Deus, essa é uma submissão perfeita naquele momento, com o conhecimento disponível para nós até então. É uma submissão de tal forma que tudo que entendemos de nós mesmos e da vontade de Deus para nós esteja em sujeição completa. Deus aceitará a rendição total de tudo o que sabemos sobre nós mesmos naquela hora. Assim, nossa entrega de caráter é perfeita, porque é contada como perfeita por Deus. Aliás, este é o único requisito para a salvação, agora ou no futuro. Deus não exige sabedoria, estudo ou anos de vida, como é ilustrado na história do ladrão na cruz.

Qual é o plano de Deus para nós?

“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” Efésios 4:13

(A) _____ Deus não se importa se crescemos ou não.
(B) _____ Deus espera que cresçamos até a maturidade.
(C) _____ Nunca podemos nos tornar perfeitamente maduros.

Embora Deus seja muito gentil em nos dar tempo para aprender e desenvolver, e Ele nos conta perfeitos durante esse tempo, Ele quer que cresçamos até a plena maturidade. Ele até diz que deseja que alcancemos a estatura da plenitude de Cristo. O evangelho é um tremendo poder que Deus está disposto a compartilhar conosco, para nos levar a alturas que nunca poderíamos imaginar. A maturidade do caráter é simplesmente o amadurecimento da colheita na vida individual. Estamos amadurecendo em Cristo quando não estamos mais escolhendo pecar contra Deus. Se Jesus vive dentro de nós através do processo de justificação e santificação, então quando Ele controla nossas vidas, não pecamos porque Cristo não peca.

O que Deus pode realizar em nós?

“Todo aquele que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele: e não pode pecar, porque nasceu de Deus.”1João 3: 9

(A) _____ O plano de Deus é que não pequemos.
(B) _____ Deus sabe que algum pecado é inevitável.
(C) _____ O novo nascimento nos permite parar de pecar. Duas respostas corretas

Este conceito pode ser expresso de uma maneira simples, mas clara. Cristo dentro – pecado fora. Pecadodentro – Cristo fora. Não podemos ter Cristo e o pecado reinando no trono da vida ao mesmo tempo. Cristo não aceitará um coração dividido, lembra? Em um caráter maduro, Cristo controla totalmente e, portanto, não há como fazer escolhas rebeldes.

Passamos a escolher não nos rebelar contra Deus em pensamento, palavra ou ação. Importante ressaltarmos que estamos nos concentrando no que Deus pode fazer, não no que eu não posso fazer.

Ao definir a perfeição, descobrimos que as duas definições importantes para o nosso estudo são aquelas categorias sobre as quais temos algum controle. Se acreditarmos que o pecado é por escolha, também acreditaremos que a obediência também é por escolha. Podemos optar por render-nos, e podemos optar por crescer até a maturidade. Porque Cristo fornece o poder da vitória, um caráter perfeitamente maduro – como o de Cristo – é sim possível para todos os cristãos submissos.

O novo nascimento traz perfeição em Cristo, e isso é sempre suficiente para a salvação. Somos salvos sob condição de completa submissão. O problema é que interrompemos essa submissão a Cristo. O poder de Cristo não muda, mas nosso render-se a Cristo não é constante. São as interrupções que podem e devem cessar, pois devemos deixar que Cristo nos controle totalmente em todos os momentos.

Por natureza, sempre mereceremos o título de pecadores até que Cristo venha (uma vez que já pecamos). Mas podemos decidir não fazer nenhuma escolha contra a vontade de Deus (a partir de hoje). Na verdade, podemos de verdade ter um caráter sem pecado em uma natureza pecaminosa. Se Cristo venceu aos clamores de Sua natureza decaída pelo controle do Santo Espírito, então podemos vencer também, pois o mesmo poder está disponível a nós.

Lição 14

VITÓRIA SOBRE O PECADO

Embora as definições sejam muito importantes para entender a perfeição, é ainda mais importante procurar na Bíblia maneiras realistas e práticas de experimentar o que a Bíblia promete. É nesse ponto que precisamos ter essa fé, total confiança em Deus que se apega naquilo que Deus diz, mesmo que pareça impossível. Sabemos o suficiente sobre nossas fraquezas e nossos fracassos. O que nós devemos querer saber é sobre o poder de Deus e Suas promessas.

O que Cristo pode fazer?

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória.” Judas 24

(A) _____ Cristo pode impedir-nos de cair no pecado.
(B) _____ Cristo não pode nos impedir de todo pecado.
(C) _____ Cristo pode nos apresentar sem falhas perante Sua presença. Duas respostas corretas

Cristo é realmente capaz de nos impedir de pecar? Ou é o pecado, em última análise, mais poderoso que Cristo? Sob inspiração, Judas diz que Ele é capaz de nos guardar! Assim, cair não é algo inevitável por termos nascido e estarmos vivos, não importa qual tenha sido nossa experiência passada. Se Cristo é realmente capaz, então por que não lhe damos a chance de revelar o poder dEle em nossas vidas?

Quanto podemos realmente fazer?

” Posso todas [as coisas] em Cristo que me fortalece.” Filipenses 4:13

Verdadeiro _____ Falso _____ Podemos fazer a maioria das coisas através de Cristo.

Nós realmente acreditamos nas promessas de Deus? Todas as coisas são possíveis através de Cristo? É realmente verdade que a vitória sobre o pecado é possível? Observe cuidadosamente que isso é possível somente através de Cristo habitando em nós pelo processo de justificação e santificação.

O que mais Deus promete?

“Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos.” 2 Pedro 2: 9

(A) _____ Deus livrará alguém da tentação.
(B) _____ Deus libertará os piedosos da tentação. (C) _____ Deus libertará os ímpios da tentação.

É importante notar que Deus livrará apenas aqueles que estão olhando para Ele e crendo em Suas promessas – a quem Ele chama de piedoso. Agora, sendo que Ele pode nos livrar da tentação, isso significa que não precisamos cair em tentação – consequentemente, não

precisamos pecar. Não é necessário cedermos a tentação, porque Ele pode nos livrar. Ele fornece um meio de escape se o quisermos.

Como Deus nos livrará?

“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel [é] Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Coríntios 10:13

(A) ____ Algumas tentações são fortes demais para nós. (B) ____ Existe um escape a toda tentação.
(C) ____ Sou tentado mais do que outras pessoas.

Deus prometeu que Ele não permitirá que nenhuma tentação venha a nós que seja forte demais, o que tornaria nossa queda inevitável. Isso significa que um escape está disponível para toda tentação. Não há uma tentação sequer que vem até nós que torna o pecado inevitável. Deus prometeu que, se confiarmos nEle, Ele nos mostrará o caminho para escapar de toda tentação.

Algumas maneiras práticas de encontrar esse meio de escape podem ser facilmente entendidas se pararmos para pensar um pouco. Quando chega a tentação, oramos imediatamente, ou preferimos esperar até mais tarde? Memorizamos as Escrituras para que possamos responder a Satanás com o “Está escrito” como Cristo fez? Podemos até encontrar uma maneira de escapar através de um hino. O importante é que desviemos nossos pensamentos da tentação em direção à nossa fonte de poder.

Como Cristo viveu?

“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” 1 Pedro 2: 21,22

(A) _____ Cristo não pecou porque era Deus.
(B) _____ Cristo não espera que sejamos como Ele. (C) _____ Cristo quer que o sigamos sem pecar.

Sabemos que Cristo viveu uma vida sem pecado, mas às vezes não queremos reconhecer o fato de que Ele também é nosso Exemplo, pedindo que sigamos Seus passos. Certamente, isso pressupõe que Cristo nasceu como nós nascemos, sentindo nossas tentações e experimentando os clamores de nossos desejos.

O que é possível para nós?

“Todo aquele que permanece nele não peca; todo aquele que peca não o viu, nem o conheceu.” 1 João 3: 6 (KJV em inglês)

Verdadeiro _____ Falso _____ Se permanecermos em Cristo, não pecaremos.

Se estamos em Cristo, não somos rebeldes contra Ele, e pecado é rebelião. Se permanecermos nEle, não pecaremos, porque Ele não peca em nós. Se Cristo estiver vivendo em nós constantemente, Ele não vai cometer nenhum pecado em nós. Assim, enquanto permanecermos nEle, não nos rebelaremos nem em pensamentos, palavras ou ações.

Vencer é realmente possível?

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.” Apocalipse 3:21

(A) _____ Somente os vencedores estarão no céu. (B) _____ Vencer só é possível no céu.
(C) _____ Vencer era apenas para Cristo.

O modelo de vencedor é Cristo, e podemos vencer o pecado, assim como Ele venceu. A Bíblia está cheia dessas promessas, e não devemos ignorá-las na tentativa de defender alguns pecados remanescentes em nossa vida.

O que deve acontecer com nossos pensamentos?

“Destruindo raciocínios, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo.” 2 Coríntios 10: 5

(A) _____ A maioria dos pensamentos é boa.
(B) _____ Alguns pensamentos não podem ser resistidos. (C) _____ Todo pensamento pode ser entregue a Cristo.

Essa é uma das promessas mais poderosas da Bíblia. Deus sabe que não conseguimos lidar com os nossos pensamentos mais íntimos e, portanto, Ele nos oferece um escape. Se tão somente dermos esses pensamentos a Cristo imediatamente, Ele promete mantê-los cativos para que eles não tenham domínio sobre nós. Mas devemos tomar a decisão de entregar esse pensamento a Cristo, em vez de brincar e insistir nele. Se realmente queremos ser cristãos, precisamos levar a sério nosso relacionamento com Cristo. Todo pensamento deve estar sob Seu controle, em todos os momentos. E é óbvio que se Cristo controlar todos os nossos pensamentos, o pecado não acontecerá em nossas vidas.

Podemos andar no Espírito?

“Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne.” Gálatas 5:16

(A) _____ Se andarmos no Espírito, não pecaremos tanto. (B) _____ Se andarmos no Espírito, não pecaremos.
(C) _____ Se andarmos no Espírito, não seremos tentados.

Se o Espírito Santo está controlando nossas vidas, não sucumbimos aos clamores de nossa natureza. A Bíblia está cheia de promessas de que não precisamos cair e falhar constantemente, repetidamente. Deus promete que podemos vencer e que podemos ganhar vitórias contínuas na batalha contra a carne.

Qual é a nossa única esperança de vitória?

“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícies, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.” Ezequiel 36: 25-27

(A) _____ Se nos esforçarmos mais, podemos vencer o pecado.
(B) _____ É preciso um transplante de coração para obedecer a Deus. (C) _____ Somente Deus pode nos purificar do pecado.
Duas respostas corretas

É crucial que entendamos que vencer é um milagre da graça de Deus, exatamente da mesma maneira que foi um milagre de Deus Pedro andar sobre as águas. Nenhuma quantidade de autocontrole vencerá os impulsos de nossa natureza caída. Tem que ser um milagre de Deus do começo ao fim. Ele purifica, Ele fornece o novo coração, e Ele nos faz obedecer a Sua lei. Se houver alguma esperança de cumprir as promessas que temos lido, então devemos levar esse último texto muito a sério e fazer disso nossa constante oração.

Estudo adicional: Um evangelho que se tornou muito popular entre cristãos contemporâneos diz que, uma vez justificados, permanecemos em uma condição justificada ou salva, mesmo que pecados contínuos ou acariciados continuem como algo recorrente. Neste evangelho, a ausência de um coração santificado não nos desqualifica para o céu. Um autor escreve: “Tropeçando na graça, caindo em pecado, não nos priva da justificação. Nem nos traz condenação “.

É bastante evidente que essa ideia não se harmoniza com os textos bíblicos que temos estudado nas últimas lições. Isaías 59:2 adverte: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e vosso Deus.” O pecado sempre nos separa de Deus. Quando o pecado é acalentado, Satanás assume o controle do coração, e o Espírito de Deus é expulso. Como poderíamos pensar que estamos em uma condição salva enquanto pecamos? A ilusão e a racionalização são os principais componentes do processo de Satanás tenta nos levar a uma falsa sensação de segurança. Quem lhe assegura que há segurança na desobediência está ensinando um falso evangelho, o que é muito mais sério do que um falso dia de adoração.

Agora tudo isso pode ser muito desanimador para nós, exceto por uma coisa – o amor de Deus. Deus não está procurando maneiras de nos rejeitar. Ele é o Deus que busca, Aquele que deseja não nos deixar ir, mesmo quando estamos nos rebelando contra Ele. Enquanto Ele não pode nos salvar em pecado, Ele continuará nos amando e nos levando de volta a Ele. Vemos isso mais claramente em 1 João 2:1. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo,

para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” Claramente, o propósito de Deus para nós é que não pequemos. Mas imediatamente vemos a misericórdia de Deus na próxima frase. Quando caímos no pecado por causa de nosso descuido, temos Aquele que entende nossa fraqueza, representando-nos nos tribunais celestes. Se formos a Ele com tristeza e arrependimento genuíno, Ele aceitará nosso caso imediatamente.

Precisamos deixar claro que somente quando nossos pecados são confessados, o que não acontece enquanto estamos participando deles, somos aceitos por Deus. Quando caímos no pecado, existem duas maneiras pelas quais podemos lidar com ele. O caminho humano – o caminho de Satanás é – justificar nosso pecado e apresentar desculpas. Esse é o caminho da separação de Deus, e ali não pode haver salvação enquanto separados dEle. A maneira certa de lidar com o pecado pessoal é reconhecê-lo pelo que é, assim que acontece dentro de nós. Ao percebermos que desonramos a Deus mais uma vez e reivindicamos Satanás, caímos de joelhos em profundo arrependimento. Há apenas uma coisa que deve nos assustar nesta vida mortal, e isso é ver nossa mão escorregar da mão de nosso Pai celestial. Imediatamente pedimos a Deus que se incline para que alcance nossa mão que está a afundar, como na história de Pedro, e nos puxe para a segurança novamente. Nada mais importa – nem ego, nem reputação, nem imagem – exceto se reconectar com Deus. Enquanto a conexão for mantida, temos plena garantia de salvação.

Teremos que lidar com nossos pecados pessoais, e não pensar que eles não existem mais. Precisamos permitir que Deus conserte o problema do pecado em nós. “Tão logo cometeis pecado, deveis fugir direto para o trono da graça e contar a Jesus tudo sobre isso.” (Signs of the Times, 15 de fevereiro de 1892) Que possamos ceder nossa vontade HOJE a Jesus e permitir que Ele tome plena posse de nossas vidas. Se tão somente entregarmos nossa vontade diariamente a Jesus, teremos aquele poder além de nossa capacidade de explicação, e não teremos que confiar em um falso evangelho para nos dar uma falsa garantia de salvação. O caminho de Deus é sempre melhor do que os dos seres humanos.

Lição 15

A ÚLTIMA GERAÇÃO

As evidências no mundo ao nosso redor nos dizem que estamos vivendo num tempo descrito na Bíblia como o tempo do fim. Nosso mundo está se movendo rapidamente em direção ao ponto final, ao clímax, e Deus em breve tomará as rédeas em Suas próprias mãos. Se estivermos vivos quando esses eventos acontecerem, é importante sabermos quais serão as características dessa última geração e, o mais importante, como estar do lado de Deus quando o mundo como o conhecemos hoje, chegar ao fim.

O que acontece antes que Jesus venha?

11,12

(A) _____ As pessoas mudarão de lado até a segunda vinda.

(B) _____ O caráter é fixado permanentemente antes da segunda vinda.

Apocalipse 22:

Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo,

seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e

o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.”

Este texto nos diz que aqueles que são maus, continuarão assim, e aqueles que são justos, permanecerão assim ao chegar esse tempo específico. Pouco depois disso acontecer, Jesus “cedo” virá. Chamamos esse acontecimento de fim da liberdade condicional, ou, fechamento da porta da graça, pois termina o tempo em que os seres humanos podem mudar a lealdade de um lado para o outro. O tempo probatório – o tempo para fazer escolhas eternas – terminou. Não nos diz quanto tempo levará desde o fim da liberdade condicional até a segunda vinda, a não ser pela palavra “cedo”. Não será um período longo, mas será um período importante.

Como Daniel descreveu esse tempo?

“E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.” Daniel 12: 1

(A) _____ Quando Miguel se levantar, ocorrerá um momento de dificuldade.

(B) _____ Quando Miguel se levantar, teremos um milênio de paz.

O capítulo 11 de Daniel descreve eventos na história do mundo desde os dias de Daniel até o fim da história da terra. Depois que esses eventos mundiais acontecerem, Miguel (outro nome para Cristo) se levanta para iniciar uma nova fase do plano de Deus para a Terra e a raça humana. Quando Ele faz isso, um terrível tempo de angústia começa. Mais uma vez, não nos diz quanto tempo esse tempo de angústia durará, mas visto que “naquele tempo” o povo de Deus será liberto, podemos ter certeza de que não será longo.

O que mais acontece durante esse período?

“E o templo encheu-se com a fumaça da glória de Deus e do seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos.” Apocalipse 15:8

(A) _____ As sete pragas caíram no Egito no tempo de Moisés.

(B) _____ As sete pragas ainda cairão na terra.

O tempo de angústia descrito por Daniel será como nenhum outro momento na história da Terra. Porque esta terra nunca sofreu desastres como as pragas descritas em Apocalipse 16. Somente pela mão protetora de Deus Seu povo poderá sobreviver ao que está por vir.

Como isso se conecta ao fim da liberdade condicional?

“E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para [o] pôr [com] as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos.” Apocalipse 8:3-5

(A) _____ O incenso e as orações continuarão por tempo indefinido.

(B) _____ Incenso e orações terminarão em algum momento.

Estes versículos descrevem o trabalho dos anjos em trazer nossas orações por perdão à atenção de Deus. Aqui aprendemos que, em um dado momento, não haverá mais orações e incenso oferecido sobre o altar de ouro, porque o incensário será lançado em direção à terra, o que causará muitos problemas. Esse período corresponde ao fim da liberdade condicional ou encerramento da graça, e o período das sete pragas. Um pouco antes de Jesus voltar, haverá um tempo em que não haverá mais orações por perdão aceitas por Deus, e não haverá mais mudança de lealdade de um lado para o outro. Todas as decisões terão sido serão tomadas e serão finais. Certamente este é o momento mais sério que já se conheceu em toda a história da Terra.

Em que período estamos agora?

“E DEPOIS destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.” Apocalipse 7:1

(A) _____ Os anjos estão retendo as forças da destruição.

(B) _____ Os anjos soltaram os ventos da destruição.

Estamos no período imediatamente antes do tempo limite em que os problemas surgirão na terra. Os anjos de Deus foram contratados para conter os ventos da destruição por um propósito específico.

Qual é esse propósito?

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel.” Apocalipse 7: 2-4

(A) _____ A terra não será ferida até que o povo de Deus seja selado.

(B) _____ Não sabemos o que Deus está esperando.

Este pode ser o texto mais importante de todas as nossas lições. Deus diz que Ele não permitirá que os ventos da destruição soprem sobre a terra até que Ele sele Seu povo. Isso significa que agora temos a resposta sobre o que está atrasando os eventos finais da história desta terra. Deus não está esperando que mais mal se acumule. Ele não está esperando que um templo seja reconstruído em Israel. Ele não está esperando pronunciamentos do papa em Roma. Ele está esperando por um povo especial, um povo a quem Ele possa selar como Seu. Quando Ele encontrar e selar esta última geração, então o fim da história deste mundo seguirá rapidamente.

(Aliás, não se desvie por perguntas interessantes, mas não essenciais, tipo, os 144.000 são um número literal ou simbólico? ou, como poderia haver 12.000 de todas as tribos?)

Como Deus descreve esse grupo?

“E OLHEI, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai.” Apocalipse 14: 1

(A) ____ Deus quer Seu nome escrito em língua hebraica.

(B) ____ Deus quer que Seu nome seja escrito na testa das pessoas.

Agora sabemos o que é o selo de Deus. É o nome Dele, significando Seu caráter, escrito permanentemente nas mentes de Seu povo. Eles pertencem totalmente a Ele e a decisão é final. Eles decidiram ser justos e santos para sempre. Desistiram da rebelião. Todo pecado se foi para sempre de suas vidas.

Qual é a experiência espiritual deles?

“E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus.” Apocalipse 14:5

(A) _____ Eles venceram a maioria de seus pecados.

(B) _____ Eles são irrepreensíveis diante de Deus.

Essa é uma descrição incrível, quase impossível, de um grupo de seres humanos – anteriormente pecadores como todos nós. Se tivermos alguma dúvida sobre o que “sem mácula” significa, 1 Pedro 1:19 e Hebreus 9:14 usam essa mesma expressão para se referir a Jesus Cristo. Simplesmente não há pecado em suas vidas. Eles estão realmente vivendo vidas sem pecado em natureza pecaminosa, algo que Satanás disse que não podia ser. Perfeição de caráter numa natureza imperfeita e caída. Isso não acontecerá por Deus apertar

algum botão mágico em seus cérebros ou por Ele tirar desse povo a natureza caída para facilitar a obediência, mas porque eles permitiram que o Espírito Santo controlasse suas vidas tão completamente que eles passam a viver o mesmo tipo de vida que Cristo viveu na Terra.

Conclusão: Estudamos que a Bíblia ensina que há um fim do tempo da graça perdoadora, e que Deus vai demonstrar algo especial após o encerramento desse tempo: a maturidade plena do caráter, o que significa viver sem ceder a desejos pecaminosos, por Seu poder e Sua graça (graça da vitória). Se o ministério sacerdotal do perdão chegará a um fim com o término da liberdade condicional, isso significa que não haverá mais perdão dos pecados. Se o ministério de perdoar pecados vai cessar, então parece imperativo que não haja pecado por parte daqueles que estão selados a Deus. Se levarmos a sério as advertências bíblicas para vencer o pecado, a realidade do fim da liberdade condicional e o desafio dos 144.000, então também devemos levar a sério a verdade de viver sem pecar.

Esse pode ser um pensamento avassalador, com muito espaço para pessimismo e desânimo. E é nesse ponto aqui que precisamos revisar as lições anteriores que estudamos.

Primeiro, somos dependentes das promessas e do poder de Deus, não de nossas próprias habilidades. E se Ele pode criar o mundo em seis dias e ressuscitar Lázaro de dentre os mortos, então Ele pode realizar milagres em nossas vidas também. Segundo, porque o perdão terminou, não significa o fim da graça do poder capacitador de Jesus que habita dentro de Seu povo na terra. De fato, precisaremos dEle mais perto do que nunca. Cristo vivendo no interior – constantemente – será a nossa única esperança de sucesso. Terceiro, viver sem pecado é o objetivo – o resultado final. Mas nosso foco deve permanecer na justificação e santificação, porque este é o método para alcançar a impecaminosidade. Jesus nos perdoa dos nossos pecados. Ele entra em nossas vidas com poder e vitória. Como nos concentramos na justificação e santificação, o resultado final ou a meta seguirão naturalmente. Será o resultado natural de deixar Deus fazer Sua obra completa em nossos corações. Como um maratonista se concentra nos próximos metros enquanto se lembra da fita que está no final da corrida, o cristão se concentra em seu relacionamento vital com Cristo hoje, lembrando que existe uma meta final.

Se Deus está realmente esperando por um grupo especial de pessoas antes de iniciar os eventos finais da história da Terra, não deveríamos estar gastando todo o nosso tempo e energia aprendendo a fazer parte desse grupo especial? Isso precisa ser nossa prioridade número um, e todas as outras questões interessantes em um segundo plano bem distante da prioridade número um em nossas vidas. Esforcemo-nos com todo o coração para fazer parte dos 144.000.

Lição 16

POR QUE ISSO É TÃO IMPORTANTE?

Qual tem sido o sentido de todas essas lições sobre justificação pela fé? Será que aprendemos alguns ensinamentos bíblicos interessantes para colocar em nosso arquivo da memória? Estamos qualificados para um diploma de conclusão de curso? Se isso é tudo o que recebemos, nosso estudo foi uma perda de tempo. Há questões muito maiores em jogo aqui, e precisamos ver o quadro geral antes que o papel que desempenhamos tome real sentido. (Esta lição final não será como as lições anteriores, com perguntas e respostas a serem fornecidas. Em vez disso, pede-se ao aluno que reflita pensativamente sobre cada texto, fazendo as perguntas: Como isso se aplica à minha vida diária? Qual é o real propósito para a minha existência? Deus tem um papel para eu desempenhar nos últimos dias da história pecaminosa da terra? O plano de Deus será adiado se ele não se cumprir em mim?).

Essa questão toda sobre o pecado, não se limita apenas a mim ou a minha salvação. O pecado desonra a Deus e prova que Satanás está certo na grande luta entre Deus e ele. Satanás sempre alegou que a lei de Deus é injusta e não pode ser obedecida, especialmente por aqueles que possuem natureza caída. “Satanás declarou que era impossível para os filhos e filhas de Adão guardar a lei de Deus e, assim, acusou a Deus de falta de sabedoria e de amor. Se eles não pudessem cumprir a lei, então, a falha estaria com o Legislador.” (Signs of the Times, 16 de janeiro de 1896)

A verdadeira questão em jogo aqui é a veracidade e confiabilidade de Deus. “De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado.” Romanos 3: 4.

A maneira de Deus lidar com o problema do pecado será confirmada e vindicada, ou as acusações de Satanás vencerão? O universo vai estar seguro pelo resto da eternidade sob o governo de Deus? Deus é um déspota arbitrário com mais poder do que o resto de nós, ou Ele é o Deus amoroso retratado na Bíblia? Essas e outras perguntas precisam de respostas finais antes da grande questão de o pecado chegar ao fim.

Como Deus pode ser vindicado enquanto Seu povo está provando que Satanás está certo na maior parte do tempo? É por isso que os pecados dos crentes são muito mais graves do que os pecados dos incrédulos. Os pecados dos cristãos parecem dizer que a lei de Deus e Seu poder estão em igualdade com o poder dos enganos de Satanás. A menos que a conexão divino-humana demonstre que a graça de Deus tem mais poder que Satanás, qual é o sentido disso tudo? Justificação e santificação são a maneira de Deus revelar Seu poder de transformar e restaurar, não apenas de perdoar e ignorar.

A última geração do povo de Deus terá um papel a desempenhar na reivindicação da credibilidade de Sua palavra. “E eu santificarei o meu grande nome, que foi profanado entre os gentios, o qual profanastes no meio deles; e os gentios saberão que eu [sou] o SENHOR, diz o Senhor DEUS, quando eu for santificado aos seus olhos.” Ezequiel 36:23. Nós e muitas gerações antes de nós desonramos o nome de Deus e Seu governo por causa do nosso pecado contínuo. Antes que o conflito possa terminar, tem de haver uma solução para

esse problema. Deus deve ser santificado ou vindicado em nós, diante daqueles que zombam do Deus do céu. De fato, Deus reivindicará Seu próprio nome, fornecendo ao Seu povo o poder divino para obedecer perfeitamente a Sua lei. “Se já houve um povo necessitado de luz sempre crescente do Céu, é o povo que, neste tempo de perigo, Deus chamou para serem depositários de Sua lei e reivindicar Seu caráter perante o mundo.” (Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 746.1).

Assim, a perfeição de caráter desenvolvido pelo povo de Deus é crucialmente importante na resolução final do grande conflito entre Cristo e Satanás. Esta é a verdadeira razão para enfatizar o conceito de perfeição do povo de Deus no tempo do fim. Deus afirma que a total obediência é possível. Satanás afirma que uma natureza e caráter pecaminosos tornam impossível a obediência. Quem está falando a verdade? Somente a última geração de Deus pode provar que Satanás é um mentiroso.

Esta geração final é descrita de uma maneira muito especial. “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apocalipse 12:17. A razão pela qual Satanás está tão zangado com o remanescente final é precisamente porque eles guardam os mandamentos de Deus, que Satanás mantém ser impossível. E a batalha final será travada exatamente sobre a questão da obediência.

A principal razão para um curto período antes da vinda de Cristo, durante o qual não há mediador para pecados é demonstrar diante do universo observador a realidade do completo poder de Deus sobre o pecado na vida daqueles, cujas vontades estão totalmente e para sempre unidas à Sua vontade. Algumas das pessoas que anteriormente traíram a confiança sagrada, concordando com Satanás que é impossível obedecer à lei de Deus, finalmente demonstrarão que realmente não há desculpas para o pecado, e que Deus tem mais poder que as tentações de Satanás. O fechamento da porta da graça desempenhará uma parte importante na demonstração final que Deus fará diante de Seu universo; que, de fato, é possível ao homem caído obedecer à lei de Deus, que é santa, justa e boa.

Conclusão final: Perfeição significa estar em um relacionamento tão próximo com Cristo que o indivíduo deixa de responder a estímulos externos ou internos para o pecado. Perfeição significa cooperação total com Cristo. Perfeição significa a morte contínua de si mesmo e uma negação da própria vontade e também negação da inclinação independente. Perfeição é total rejeição ao egoísmo e ao orgulho. Perfeição é uma fusão da vontade do homem com a vontade de Cristo, para que o Espírito Santo esteja em controle total e final. Perfeição é um exercício ininterrupto de fé que mantém a alma pura de toda mancha de pecado ou deslealdade para com Deus. A perfeição é semelhança com Cristo, combinando um relacionamento vital com Deus como Jesus tinha, com as qualidades de caráter que Ele revelou. Perfeição é viver uma vida madura no Espírito, cheia dos frutos do Espírito e, portanto, sem pecado. Perfeição significa não mais ceder a desejos rebeldes e pecaminosos.

Quando estamos mais preocupados com a vindicação de Deus no grande conflito do que com a nossa própria salvação, então temos a motivação mais pura para viver vidas santas, e Deus honrará esse motivo colocando todo o poder do céu à nossa disposição. Não teremos mais incursões ocasionais na terra da autoindulgência. Para silenciar a última pergunta que

diz que talvez Jesus não cometeu pecados porque Ele era Deus, a última geração provará sem sombra de dúvidas que os homens e mulheres de natureza decaída podem viver sem pecar por causa de Seu grande poder que sobrepuja todo poder do pecado. Esta demonstração final será o último passo na vindicação do caráter de Deus, Seu governo, Sua justiça e Sua misericórdia – e a grande controvérsia estará muito perto de sua conclusão.

“Cristo tomou a humanidade e suportou o ódio do mundo para que pudesse revelar a homens e mulheres que estes poderiam viver sem pecado.” (Olhando Para o Alto, p. 336.5)

Cremos em Suas promessas? Vamos aceitar esse desafio? Conseguimos enxergar tudo isso como uma linda perspectiva, a perspectiva mais gloriosa já colocada diante do povo de Deus? Que Deus abençoe a todo estudante de Sua palavra ao decidir estender a mão para aceitar receber o prêmio do seu alto chamado em Cristo Jesus.

 

 

 

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